A cidade de Osvaldo Cruz, no interior de São Paulo, está em situação de emergência. O decreto municipal nº 5.315/2026 foi assinado na quinta-feira, 15 de fevereiro de 2026, após um violento temporal causar uma série de prejuízos na noite anterior.
Temporal com força incomum atinge a região
Na noite de quarta-feira, 14 de fevereiro, a cidade e a região foram surpreendidas por uma tempestade de grande intensidade. Segundo dados da Defesa Civil, o fenômeno foi marcado por chuva intensa, ventos que atingiram 60,5 km/h e um impressionante registro de 1.297 descargas elétricas em um raio de 40 quilômetros do município.
O volume de precipitação foi significativo e concentrado em pouco tempo. Conforme medições do Grupo de Operações de Emergências de Radiocomunicações (GOER), a zona rural de Osvaldo Cruz acumulou 61 milímetros de chuva, enquanto a área urbana registrou 35 milímetros.
Principais danos e estruturas afetadas
A força da natureza deixou um rastro de destruição. A prefeitura listou os principais pontos de impacto, que justificaram a decretação da emergência, com validade de 180 dias.
A estrutura de uma ponte na Estrada Negrinha (OVC-030), na divisa com Parapuã, foi comprometida. A ponte, localizada próxima à captação de água da Sabesp, precisou ser interditada por questões de segurança.
Outro ponto crítico foi o Estádio Municipal, que teve danos na cobertura. Além disso, uma cratera já existente às margens da Via de Acesso Alameda Vasco Pigozzi, na entrada da cidade, aumentou de tamanho, exigindo obras emergenciais de contenção e drenagem.
Os problemas se espalharam por diversos bairros. A população enfrentou alagamentos em vários pontos, queda de árvores, veículos ilhados e danos materiais em residências, sobretudo em áreas mais vulneráveis. Imóveis públicos também registraram prejuízos.
Ações imediatas e orientações à população
Com o decreto em vigor, todos os órgãos municipais passam a atuar sob o comando da Defesa Civil nas ações de atendimento, recuperação e reconstrução. A medida também autoriza a convocação de voluntários e campanhas de arrecadação para ajudar as famílias afetadas.
Para agilizar a resposta, a prefeitura ficou dispensada de realizar licitações para contratar bens, serviços e obras emergenciais, desde que concluídas no prazo máximo de 180 dias. Equipes de resgate têm autorização para entrar em imóveis em situações de risco para socorrer ou orientar a evacuação.
Uma força-tarefa, com a participação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil municipal, foi formada para avaliar todos os danos e tomar as primeiras providências. As autoridades orientam a população a evitar áreas alagadas, pontes interditadas e locais com risco de deslizamento. Novas ocorrências devem ser comunicadas pelos canais oficiais da prefeitura.