Os últimos passageiros do cruzeiro que registrou casos de hantavírus desembarcaram nesta segunda-feira (11). O navio, com uma tripulação reduzida, seguiu para a Holanda, onde passará por desinfecção.
Repatriação e isolamento
Vinte e dois britânicos foram repatriados na última noite e estão em isolamento em um hospital próximo a Liverpool, o mesmo que recebeu os primeiros pacientes de Covid-19 em 2020. Em Tenerife, nas Ilhas Canárias, os últimos passageiros do MV Hondius foram retirados e passam por exames antes de retornarem aos seus países.
O desembarque foi monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com participação pessoal do diretor-geral Tedros Adhanom.
Mensagem do capitão
O capitão do navio divulgou uma mensagem agradecendo à tripulação e passageiros pela “paciência e disciplina”, destacando que as últimas semanas foram “extremamente desafiadoras”. Ele afirmou: “Testemunhei o carinho, a união e a força silenciosa entre todos a bordo”.
Novos casos confirmados
A OMS divulgou novo balanço: nove casos no total, sendo sete confirmados e dois suspeitos. A França confirmou que uma mulher repatriada testou positivo e seu estado de saúde piorou. Ela teve contato com outras 22 pessoas, que estão sendo monitoradas.
Outro caso é de um espanhol em quarentena em Madri, que testou positivo, mas não apresenta sintomas. Um segundo exame será feito para confirmar o diagnóstico.
A OMS afirma que a transmissão de pessoa para pessoa é rara, ocorrendo apenas em contato muito próximo.
Histórico do surto
O MV Hondius partiu de Ushuaia, Argentina, no início de abril, com 150 pessoas de mais de 20 países. A primeira morte foi registrada em 11 de abril, perto do arquipélago Tristão da Cunha. Três pessoas morreram, duas com confirmação de hantavírus.
A OMS recomendou 42 dias de isolamento para todos a bordo. Cerca de 30 pessoas permanecem no navio para finalizar o traslado a Roterdã, onde a embarcação será desinfetada.



