Avião da ONG Missão do Céu sai da pista e para em área de mata no Aeroclube de Manaus
Uma aeronave ultrapassou a pista e parou em uma área de mata nesta terça-feira (24), no Aeroclube do Amazonas, em Manaus. O incidente envolveu um avião da ONG Missão do Céu, organização que atua no apoio médico a comunidades ribeirinhas na Amazônia. Duas pessoas estavam a bordo e foram socorridas sem ferimentos, segundo informações oficiais.
Detalhes do acidente e operação da aeronave
De acordo com os bombeiros, o avião, um modelo Cessna U206G Stationair 6, tinha como destino Manicoré, mas não conseguiu decolar. Por volta das 13h, a aeronave derrapou na pista, possivelmente devido à chuva e à superfície molhada. O piloto e o passageiro conseguiram sair por conta própria e não apresentaram ferimentos aparentes. Eles foram atendidos inicialmente pela equipe da Infraero e recusaram encaminhamento médico.
A ONG Missão do Céu reforçou, em nota, que houve apenas danos materiais no acidente e que está à disposição para esclarecimentos às autoridades. O avião é utilizado em ações de socorro em regiões de difícil acesso, levando atendimento de saúde a populações isoladas. Adaptado para operações anfíbias, com flutuadores que permitem pousos em pistas convencionais e na água, a aeronave operou por muitos anos no continente americano antes de ser trazida ao Brasil.
Segundo acidente em quatro dias no Aeroclube de Manaus
Este é o segundo acidente aéreo no local em apenas quatro dias. No sábado anterior, um avião monomotor com duas pessoas a bordo, utilizado para um voo de instrução, não conseguiu sustentar o voo logo após a decolagem e caiu em uma área próxima à pista do Aeroclube do Amazonas. O piloto, identificado como Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho, diretor do Aeroclube de Manaus, morreu no local. O segundo ocupante, o empresário Ulysses Oliveira de Souza, que estava concluindo a formação para piloto, faleceu horas depois devido a traumatismos craniano e torácico.
As causas de ambos os acidentes serão investigadas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII) e pela Polícia Civil, visando esclarecer os fatores que levaram a esses incidentes consecutivos.



