Rompimento de tubulação na ETA Guandu causa alagamentos e danos em Nova Iguaçu
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) concluiu às 16 horas desta sexta-feira, 6 de outubro, o reparo emergencial em uma tubulação que se rompeu na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu. Com o fim da intervenção, a operação do sistema começou a ser retomada de forma gradual, após o incidente que provocou alagamentos e destruição em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na manhã da quinta-feira, 5 de outubro.
Impactos imediatos e reparação
O rompimento ocorreu na altura do quilômetro 32 da Estrada Rio–São Paulo, atingindo residências e estabelecimentos comerciais da região. A força da água foi tão intensa que telhados foram destruídos, e ruas ficaram completamente alagadas, causando transtornos significativos para os moradores locais. A Cedae informou que, desde o ocorrido, mantém equipes no local para minimizar os impactos do vazamento, realizar vistorias técnicas e garantir atendimento imediato às pessoas afetadas.
Segundo a concessionária, os danos identificados nos imóveis serão devidamente avaliados e ressarcidos pela Companhia, e o serviço de limpeza das áreas atingidas já está em andamento. Equipes do Serviço Social seguem atuando na localidade, prestando apoio, orientação e acompanhamento às famílias, com o trabalho previsto para continuar ao longo do fim de semana.
Consequências na distribuição de água
De acordo com a concessionária Águas do Rio, por conta do incidente, a distribuição de água foi interrompida em sete municípios da Baixada Fluminense e reduzida na capital do estado. Até a conclusão do reparo, a estação de tratamento funcionava com apenas 50% da sua capacidade, o que agravou a situação de abastecimento na região.
A previsão da Cedae é que o Sistema Guandu volte a operar com 100% da capacidade nas próximas horas, em conjunto com as concessionárias responsáveis pela distribuição de água. Esse retorno à normalidade é crucial para restabelecer o fornecimento regular e mitigar os efeitos do rompimento nas comunidades afetadas.
Contexto e medidas de resposta
O rompimento da tubulação na ETA Guandu destacou a vulnerabilidade da infraestrutura hídrica na região, levantando questões sobre manutenção e prevenção de acidentes similares no futuro. A rápida resposta da Cedae, com a conclusão do reparo em menos de 24 horas após o incidente, demonstra um esforço para conter os danos, mas também sublinha a necessidade de investimentos contínuos em sistemas de abastecimento.
Moradores de Nova Iguaçu e outras áreas da Baixada Fluminense enfrentaram não apenas os prejuízos materiais, mas também a interrupção no acesso a água potável, um recurso essencial. A situação serve como alerta para a importância de planos de contingência e monitoramento constante de tubulações críticas, especialmente em estações de tratamento que atendem a grandes populações.



