Há sete dias, os moradores da rua Joaquim Gomes Pereira, localizada no bairro São Gonçalo, em Belo Horizonte, enfrentam uma situação crítica de desabastecimento de água. O fornecimento, quando ocorre, se restringe ao período da madrugada e é insuficiente para atender às necessidades básicas das famílias ao longo do dia.
Rotina alterada e dificuldades diárias
A realidade imposta pela falta d'água transformou a rotina dos residentes. Ana Cristina, que trabalha como operadora de telemarketing, viu-se obrigada a adotar uma estratégia de sobrevivência: encher baldes durante a noite para garantir um mínimo de recurso para as atividades diurnas. A água, que chega em horários incertos no meio da noite, se esgota rapidamente, deixando as torneiras secas pelo resto do dia.
Outra moradora afetada é Dona Eliette. A senhora relatou que a situação a impediu de realizar tarefas fundamentais, como lavar roupas e tomar banho. A gravidade do problema foi tamanha que seus netos precisaram ser enviados para a zona rural, a famosa "roça", para escapar das condições precárias vividas na cidade devido à ausência de água.
Intervenção da Copasa não resolveu
As suspeitas dos moradores e da própria companhia de saneamento apontam para um possível vazamento como a causa raiz do desabastecimento. A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) já realizou uma obra na tentativa de solucionar a intermitência no fornecimento. No entanto, a intervenção não surtiu o efeito esperado, e o problema persiste, completando uma semana.
Diante da reclamação contínua dos residentes, a empresa se manifestou. A Copasa se comprometeu a enviar uma equipe técnica ao local ainda nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, para uma nova verificação e tentativa de identificação e correção definitiva da falha.
Contexto de problemas na região
O caso do São Gonçalo não é um incidente isolado na Grande Belo Horizonte. A própria lista de notícias relacionadas ao lado da reportagem original evidencia uma série de questões envolvendo infraestrutura e serviços públicos:
- Moradores do bairro Taquaril, também na capital mineira, sofrem com falta de água desde o dia 22 de dezembro do ano passado.
- Um buraco aberto por obra da Copasa no bairro Capitão Eduardo tem atrapalhado o transporte e reduzido a clientela do comércio local.
- Em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, uma cratera na rua José Custódio Pinto compromete a circulação de veículos há três meses.
- Furtos de estruturas metálicas para hidrômetros da Copasa foram registrados na região de Venda Nova.
Esse conjunto de ocorrências pinta um quadro de desafios recorrentes na área de saneamento e manutenção urbana na região metropolitana de Belo Horizonte, exigindo atenção constante dos órgãos responsáveis e causando significativo transtorno à população.