Incêndio em bar na Suíça: até 100 feridos em risco de morte após tragédia
Incêndio em bar na Suíça deixa dezenas de mortos

Um incêndio devastador em um bar lotado na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante as comemorações do Ano-Novo, resultou em uma das maiores tragédias recentes do país. As autoridades confirmaram a morte de cerca de 40 pessoas e alertaram que dezenas entre os mais de 115 feridos ainda correm sério risco de vida.

Detalhes da tragédia e investigação

O fogo irrompeu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2026, no bar Le Constellation, que estava repleto principalmente de jovens celebrando a virada do ano. As chamas se alastraram com extrema velocidade pelo estabelecimento. Vídeos e relatos de testemunhas, amplamente divulgados nas redes sociais, sugerem que o incêndio pode ter começado no teto do subsolo.

As investigações iniciais apontam para uma causa ligada a pirotecnia. Segundo veículos de imprensa suíços, franceses e italianos, funcionárias do bar circulavam com garrafas de champanhe que tinham faíscas acesas como parte de uma apresentação festiva comum em casas noturnas europeias. A hipótese é de que essas faíscas teriam atingido o teto, possivelmente revestido com material inflamável.

As equipes de resgate e os bombeiros enfrentaram uma cena de caos. Mathias Reynard, presidente do governo regional do cantão de Valais, destacou a gravidade da situação, informando que as equipes forenses estão utilizando exames odontológicos e testes de DNA para identificar os corpos, muitos dos quais ficaram gravemente carbonizados. "Nada pode ser comunicado às famílias sem certeza absoluta", afirmou ele.

Vítimas internacionais e estado crítico dos feridos

A tragédia assumiu uma dimensão internacional rapidamente. As vítimas são de diversas nacionalidades, o que complica o processo de identificação, especialmente porque alguns feridos estavam sem documentos ou os perderam durante o incêndio.

O chanceler da Itália, Antonio Tajani, informou que cerca de 15 italianos ficaram feridos e um número semelhante está desaparecido. A imprensa italiana já identificou uma das vítimas fatais como Emanuele Galeppini, um golfista italiano de 16 anos que vivia em Dubai. A França confirmou ao menos nove cidadãos feridos e outros oito desaparecidos.

O quadro médico é extremamente preocupante. Stéphane Ganzer, responsável regional por saúde e segurança, explicou em entrevista à rádio RTL que entre 80 e 100 feridos correm risco de morte. "Quando mais de 15% do corpo de um adulto sofre queimaduras de terceiro grau, o risco de morte nas horas ou dias seguintes é elevado", alertou. Feridos estão sendo atendidos não apenas na Suíça, mas também em hospitais da França, Alemanha e Polônia, com apoio logístico da União Europeia.

Repercussão e luto nacional

A pequena cidade de Crans-Montana, famosa pelo turismo de inverno, foi tomada por uma profunda comoção. Moradores e turistas se reuniram em vigílias silenciosas, deixando flores e velas em frente aos escombros do bar. "Nunca vivemos nada parecido", desabafou um residente à agência Reuters.

O presidente da Suíça, Guy Parmelin, visitou a cidade e, diante da magnitude da tragédia, declarou cinco dias de luto nacional. Ele classificou o incêndio como um dos episódios mais traumáticos da história recente do país.

Enquanto as famílias aguardam notícias, as investigações sobre as causas exatas do incêndio e o cumprimento das normas de segurança contra incêndio no local seguem a todo vapor. A promotora pública Béatrice Pilloud afirmou que "recursos significativos" foram mobilizados para acelerar a identificação e a liberação dos corpos. A imprensa francesa informou que o bar pertencia a dois cidadãos franceses, sendo que uma das proprietárias sofreu queimaduras no braço durante o incidente.

Este trágico evento reacendeu o debate crucial sobre a segurança em casas noturnas e o uso de pirotecnia em ambientes fechados, uma prática que já foi responsável por incidentes semelhantes em outros países europeus.