Homem em situação de rua se joga de precipício para fugir de abelhas e é resgatado em São Vicente
Homem se joga de precipício para fugir de abelhas em São Vicente (30.03.2026)

Homem em situação de rua se joga de precipício para fugir de ataque de abelhas em São Vicente

Um homem de 55 anos, que vive em situação de rua, protagonizou um episódio dramático na manhã do último sábado (28), em São Vicente, no litoral de São Paulo. Ele se jogou de um precipício para escapar de um ataque de abelhas, exigindo um complexo resgate que envolveu técnicas de rapel e uma embarcação do Grupamento Marítimo (GBMar).

O incidente na encosta da Ilha Porchat

De acordo com informações apuradas, o homem acessou uma área de mata na encosta da Ilha Porchat para recuperar uma garrafa de bebida alcoólica que havia caído. Durante essa tentativa, ele escorregou e ficou preso em uma área do precipício. No entanto, a situação se agravou quando, durante a queda, ele atingiu uma colmeia de abelhas, desencadeando um ataque dos insetos.

Para evitar novos ferimentos, o homem se atirou para outra parte do morro, despencando cerca de 40 metros no total. O local tem aproximadamente 88 metros de altura, o que tornou a operação de resgate particularmente desafiadora.

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Operação de resgate complexa e eficiente

Os bombeiros foram acionados e posicionaram equipes tanto no topo quanto no pé do morro. A equipe que estava na parte superior alcançou o homem utilizando técnicas de rapel, garantindo sua segurança inicial. Em seguida, para evitar novos ataques de abelhas tanto à vítima quanto aos agentes, a retirada foi realizada pelo mar, utilizando um bote salva-vidas.

O homem foi levado ao Pronto Socorro (PS) Central de São Vicente, onde passou por exames, recebeu medicação e, felizmente, obteve alta médica ainda no mesmo dia. As imagens do resgate, obtidas pelo g1, mostram a precisão e a eficácia das equipes de emergência em ação.

Riscos associados a ataques de abelhas

Este não é o primeiro caso do tipo registrado na região. Em dezembro de 2023, o g1 noticiou um homem de 54 anos que sobreviveu após levar cerca de 50 ferroadas de abelhas, também em São Vicente. O médico alergista Fabrício Afonso explicou que, enquanto algumas pessoas podem ter apenas reações locais inflamatórias, outras, com suscetibilidade à alergia, podem desenvolver condições mais graves.

Segundo o especialista, as reações podem incluir urticária, inchaço nos lábios e pálpebras, ou até mesmo anafilaxia, a forma mais severa de alergia, que pode evoluir para choque anafilático e parada cardiorrespiratória, com risco de morte.

Orientações para situações de ataque de abelhas

Em casos de múltiplas ferroadas, ocorre um processo inflamatório intenso devido ao excesso de toxinas liberadas na corrente sanguínea. Para quem já teve reações leves, é recomendado carregar um antialérgico; para reações graves, um dispositivo de adrenalina autoinjetável é essencial.

Consultar um alergista periodicamente é crucial para monitorar e prevenir complicações. Em situações mais graves, a orientação é deitar no chão com as pernas elevadas para aumentar o fluxo sanguíneo ao cérebro e acionar o socorro imediatamente.

Além disso, é importante não espremer o ferrão ao removê-lo, pois isso pode liberar mais veneno. O ideal é puxá-lo de baixo para cima, utilizando um objeto para auxiliar na remoção, sem pressionar a área.

Este incidente em São Vicente serve como um alerta sobre os perigos associados a ataques de abelhas e a importância de medidas preventivas, especialmente em áreas naturais onde esses insetos podem estar presentes.

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