Gás metano é encontrado no subsolo após rachaduras interditar casas em Uberlândia
A Prefeitura de Uberlândia divulgou os primeiros resultados das investigações sobre as rachaduras que surgiram no bairro Residencial Integração, na região Leste da cidade. A análise preliminar detectou a presença de gás metano no subsolo da área afetada, levantando preocupações sobre a estabilidade do solo e a segurança dos moradores.
Detecção do gás e monitoramento contínuo
O gás metano foi identificado em sondagens realizadas em seis pontos do terreno, localizado entre as ruas José Vinícius da Silva e Manoel Lúcio. Apesar da descoberta, não houve registro de metano dentro das residências vistoriadas, conforme comunicado oficial enviado à imprensa na segunda-feira, 16 de março.
Autoridades municipais, incluindo a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, afirmam que não há risco iminente para os moradores no momento. No entanto, o local segue sob monitoramento rigoroso para garantir a segurança da comunidade.
Hipótese de antigo lixão e investigações em andamento
Uma das hipóteses levantadas pela Administração Municipal é que o gás metano tenha origem na decomposição de matéria orgânica ao longo do tempo. Há indícios de que a área possa ter sido utilizada como lixão no passado, o que poderia explicar a formação do gás e a movimentação do solo.
As investigações ainda não são conclusivas. Novos estudos serão conduzidos com o apoio de especialistas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), além de órgãos municipais e estaduais, para definir medidas futuras e esclarecer as causas exatas do problema.
Interdição de casas e relatos dos moradores
Com risco de desabamento, duas casas foram interditadas de forma preventiva pela Defesa Civil na segunda-feira, 23 de fevereiro. As famílias afetadas precisaram deixar os imóveis, mas recusaram a oferta de abrigo municipal, optando por se hospedar em casas de familiares.
Moradores relataram que o problema começou na madrugada de domingo, 22 de fevereiro, quando ouviram barulhos semelhantes a estouros antes de perceberem as rachaduras. Em uma das residências, a parede da sala praticamente se dividiu, permitindo a passagem de luz pelas frestas.
Danos estruturais e ações técnicas
Pelo menos oito imóveis na mesma rua apresentaram danos estruturais, incluindo fissuras que atravessaram paredes do chão ao teto. Além das construções, há registros de afundamento do asfalto e danos em calçadas, aumentando o temor de novos deslizamentos ou colapsos.
Equipes do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) realizaram vistorias desde 22 de fevereiro, descartando problemas na rede de esgoto como causa das rachaduras. A Defesa Civil solicitou apoio da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para um estudo geotécnico do solo, com a principal suspeita sendo movimentação ou acomodação do terreno, agravada pelo volume de chuvas recentes.
Moradores que tiverem dúvidas ou necessitarem de orientações podem entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199.
