Moradores de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, estão cada vez mais preocupados com o avanço acelerado de uma voçoroca na região da Mata do Rolo. De acordo com a Defesa Civil de Maceió, o fenômeno erosivo cresceu mais de sete vezes nos últimos dez anos, passando de 990 metros quadrados em 2016 para aproximadamente 7.600 metros quadrados em 2026. O volume de solo destruído já ultrapassa 486 mil metros cúbicos, e o estudo do órgão alerta que, mantido o ritmo atual, a erosão pode atingir cerca de 15 mil metros quadrados até 2030.
Risco iminente para residências
A situação é classificada como crítica pela Defesa Civil, principalmente devido à proximidade com as casas. Atualmente, algumas residências estão a menos de oito metros da borda da voçoroca, o que representa um perigo direto à população. Na última quinta-feira (23), a Defesa Civil de Rio Largo informou que já começou a adotar medidas emergenciais para garantir a segurança dos moradores e cobrou ações definitivas para conter o avanço da erosão. O órgão também oficializou a Secretaria Municipal de Infraestrutura para a execução de obras permanentes na área.
Medidas emergenciais em andamento
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Rio Largo, Jeferson Santos, a primeira providência foi a contenção da pista com desvio no local para evitar riscos. "Primeiramente, fizemos a contenção da pista com desvio para garantir a segurança dos moradores. Estamos tomando medidas de prevenção, visitando as casas todos os dias, fazendo cadastro das famílias e mantendo contato direto com os moradores por meio de um grupo de WhatsApp", afirmou Santos. Ele também destacou que os moradores foram orientados a comunicar imediatamente qualquer sinal de risco, como rachaduras ou movimentação do solo. "Qualquer movimentação de solo, trinca na parede ou rachadura, eles informam à Defesa Civil. Até agora está tudo tranquilo, mas seguimos com monitoramento constante na área", disse.
Causas do avanço da erosão
Entre os fatores que contribuem para o avanço da voçoroca estão as características do solo, o regime de chuvas intensas e a ação humana, como ocupação irregular, falta de drenagem e lançamento inadequado de águas pluviais e esgoto. A Defesa Civil recomenda medidas emergenciais, incluindo monitoramento contínuo, proibição de novas construções na área de risco e execução de obras definitivas de contenção, além da implantação de sistemas adequados de drenagem e saneamento básico.
A Defesa Civil de Maceió, em cooperação técnica com a de Rio Largo, segue monitorando a área e alerta para a necessidade de ações urgentes para evitar tragédias. A população local permanece em estado de alerta, enquanto as autoridades buscam soluções de longo prazo para conter a erosão.



