Vídeo do Corpo de Bombeiros expõe devastação após incêndio em galpão de Viana
Um vídeo registrado pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta segunda-feira, 9 de setembro, revela a destruição completa de um galpão logístico localizado em Viana, na Região Metropolitana de Vitória. As imagens, capturadas mais de 48 horas após o início das chamas, mostram o local totalmente devastado, com intensa fumaça e focos de incêndio ainda ativos, evidenciando a magnitude do sinistro.
Combate intenso e operação contínua
De acordo com informações oficiais, um total de 115 militares atuam na área desde a manhã de sábado, 7 de setembro, quando o fogo teve início. O trabalho das equipes segue focado no controle dos focos remanescentes e na redução da produção de fumaça no local. O tenente-coronel Siwamy Reis explicou que, neste momento, as chamas estão controladas, confinadas e isoladas, mas as equipes enfrentam dificuldades de acesso para combater alguns pontos específicos devido à estrutura de risco.
"Nossas equipes estão trabalhando firmemente desde o primeiro dia e agora se preocupam com os focos de incêndio que ainda não foram acessados por conta da dificuldade do acesso", afirmou o oficial. "A estrutura é de risco e nossas equipes estão se preocupando em diminuir a produção de fumaça".
Estratégias de combate e segurança dos militares
Para enfrentar as chamas, os bombeiros utilizam equipamentos especializados, incluindo caminhões de incêndio com bombas capazes de lançar água a grandes distâncias, autoescada e um caminhão equipado com canhão monitor. Este último permite o resfriamento da área sem a necessidade de permanência dos militares em pontos de alto risco, garantindo maior segurança durante as operações.
"Nossas equipes estão preservando a segurança. Entram, posicionam o canhão e saem do local, sempre com equipamento de proteção individual, equipamento de proteção respiratória e o canhão faz uma abordagem em leque, um ataque em leque com a emissão de água. Isso garante a segurança dos nossos militares e continua o combate sem interrupção", detalhou o tenente-coronel Siwamy Reis.
Detalhes do incêndio e empresas afetadas
O incêndio começou por volta das 6 horas da manhã de sábado em um centro de distribuição que abrigava cinco empresas. Entre as empresas afetadas estão a rede de Supermercados BH e a Ybera Group, do setor de cosméticos. A área atingida pelo fogo tem aproximadamente 30 mil metros quadrados, e as chamas consumiram toda a estrutura do galpão, além das mercadorias armazenadas no local.
Diversos tipos de produtos estavam armazenados no galpão, incluindo:
- Alimentos
- Maquinário pesado
- Itens de beleza e cosméticos
A intensa fumaça gerada pelo incêndio pôde ser vista a cerca de 19 quilômetros de distância, na região da Enseada do Suá, em Vitória, causando apreensão entre moradores da região.
Impactos e reações das empresas
O Supermercados BH informou que os danos foram severos, resultando na perda total da estrutura e das mercadorias. Em nota, a empresa destacou que o Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente após a identificação do foco e segue atuando para o controle total da ocorrência. Felizmente, não houve registro de feridos.
"As causas do incidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes e reforçamos que a segurança de nossos colaboradores é prioridade absoluta", afirmou a empresa.
Já a Ybera Group comunicou que o incêndio de grandes proporções afetou uma de suas unidades operacionais. A empresa está prestando todo o suporte necessário às equipes envolvidas e acionou seus protocolos de segurança, seguros e retomada operacional. No site oficial, a Ybera Group informou que as compras estão temporariamente suspensas e que estão empenhados em normalizar as atividades o mais breve possível.
Perícia em andamento e próximos passos
Segundo o Corpo de Bombeiros, está em andamento o levantamento de informações para a elaboração do laudo pericial. O documento deve ser concluído em até 20 dias e vai apontar a possível causa do incêndio. Os bombeiros devem permanecer no local até a extinção completa do fogo e a fase de rescaldo, quando os últimos focos são eliminados e a temperatura é reduzida.
Moradores da região relataram momentos de pânico com a grande quantidade de fumaça. "Acordei com minha mãe chorando. Quando vi a fumaça, fiquei apavorada", contou a moradora Renata Silva, ilustrando o impacto do incidente na comunidade local.
Apesar da grande proporção do fogo e da destruição total do galpão, as autoridades confirmam que não houve feridos, um aspecto positivo em meio à tragédia material. As operações de combate continuam, com os bombeiros trabalhando incansavelmente para garantir a segurança total da área.



