Demolição de prédio após explosão de gás inicia no bairro Stiep, em Salvador
A demolição das partes instáveis do bloco 105A do prédio atingido por uma explosão seguida de incêndio, no bairro do Stiep, em Salvador, começou oficialmente nesta quarta-feira, 8 de maio. Segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal), a intervenção faz parte da segunda etapa da operação montada para garantir a segurança no local, que permanece interditado desde o acidente ocorrido no dia 27 de fevereiro.
Planejamento e execução da demolição
A definição das ações foi discutida durante uma reunião realizada na terça-feira, 6 de maio, com a participação da Codesal, moradores do imóvel, representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da empresa responsável pela demolição. Conforme a Codesal, a retirada das estruturas comprometidas é necessária para eliminar os riscos provocados pelos danos causados pela explosão, que teve origem em um vazamento de gás de cozinha.
Os serviços estão sendo executados pela empresa Angra, sob coordenação da Sedur, e têm previsão de conclusão até o final de abril. Após essa etapa, será iniciada a terceira fase da operação, que prevê o isolamento das áreas destruídas com alvenaria.
Segurança e retorno dos moradores
Ainda segundo os órgãos envolvidos, a liberação das unidades parcialmente atingidas só ocorrerá após uma avaliação técnica que ateste a segurança para reocupação. A medida tem como objetivo permitir o retorno dos moradores dos apartamentos que não foram diretamente afetados pela explosão. A Defesa Civil informou que segue acompanhando todas as etapas do processo e prestando assistência às famílias atingidas.
Detalhes do acidente de fevereiro
Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o prédio explodiu após um vazamento de gás, no dia 27 de fevereiro. A explosão aconteceu por volta das 10h e começou no apartamento 204. Antes da ocorrência, moradores relataram que um cheiro forte de gás de cozinha já podia ser sentido pelos corredores desde as 8h.
Os bombeiros foram acionados pelos moradores, mas, segundo relatos, só foram até o prédio após receberem autorização para arrombar o apartamento onde havia o vazamento. Imagens feitas pelos moradores mostram os momentos antes da explosão, quando os militares tentavam invadir o local por uma das janelas. Após a explosão, o fogo se alastrou pelo prédio rapidamente e destruiu diversos apartamentos.
Críticas e resposta dos bombeiros
À TV Bahia, moradores criticaram os bombeiros por não esvaziarem o local antes da tentativa de controlar o vazamento de gás. Na ocasião, o comandante-geral da corporação, Aloísio Mascarenhas Fernandes, afirmou que os militares agiram conforme treinamento. "De sorte que a explosão aconteceu com os nossos bombeiros atendendo à ocorrência. Foi na entrada do nosso bombeiro. Seguramente alguém acionou alguma fonte de calor e causou a explosão, com um deslocamento violento de massa de ar que atingiu essas pessoas. (...) Todo o emprego operacional foi utilizado para oferecer a melhor resposta", pontuou.
O amigo e advogado do dono do apartamento 204 informou que ele concedeu autorização para o arrombamento do imóvel após os relatos de escapamento de gás. O proprietário do local divide a estadia entre Cachoeira, no Recôncavo baiano, e Salvador, por isso estava fora da cidade no momento da ocorrência.
Balanço das vítimas
Ao todo, 16 pessoas precisaram de atendimento médico com o acidente: 12 moradores e quatro bombeiros. Quatro moradores foram liberados ainda no local. A Defesa Civil continua monitorando a situação e auxiliando as famílias afetadas, enquanto a demolição avança para restaurar a segurança na área.



