Criança sofre ferimento grave em tobogã e pai relata tentativa de suborno em parque de Abreu e Lima
Um menino de dez anos sofreu um ferimento grave na cabeça ao descer de um tobogã no parque aquático Splash Eco Park, localizado em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife. O acidente, que ocorreu no último domingo (22), resultou em um corte profundo na nuca da criança, exigindo a aplicação de sete pontos.
Detalhes do acidente e atendimento médico
Segundo o relato do pai, o advogado Leonardo Barbosa, o menino chamado Samuel se feriu em uma das junções do tobogã, uma estrutura reta fabricada em fibra de vidro. Leonardo descreveu a presença de fissuras e "batentes" ao longo do escorrego, que teriam causado o impacto violento na cabeça da criança.
O acidente aconteceu por volta das 14h, durante uma festa de aniversário de um primo. "O corte foi tão profundo que, no hospital, eu vi o osso do meu filho exposto", afirmou o pai emocionado. Após o ocorrido, Samuel foi atendido inicialmente no posto médico do parque e depois transportado de ambulância para o Hapvida de Bairro Novo, em Olinda.
No hospital, o menino passou por exames de raio-X e tomografia para avaliar possíveis danos internos. Felizmente, não foram identificadas lesões mais graves, permitindo que Samuel recebesse alta hospitalar no mesmo dia, por volta das 21h30.
Denúncia de tentativa de suborno
O caso ganhou contornos mais complexos quando Leonardo Barbosa denunciou uma tentativa de suborno por parte do dono do parque aquático. Segundo o advogado, após o acidente, ele foi convidado para uma reunião particular em um shopping center.
"Me foram oferecidos R$ 2 mil como uma forma de negociação para encerrar os fatos", relatou o pai. Quando recusou a proposta inicial, o valor teria sido aumentado para R$ 5 mil, descrito pelo empresário como "o máximo" que poderia oferecer.
Leonardo afirmou ter ficado indignado com a proposta: "Não tem como colocar valor no que meu filho passou. Ele riu na hora da oferta". A família já registrou queixa na Polícia Civil, e o menino passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal do Recife.
Impacto psicológico e resposta do parque
Além das consequências físicas, o pai destacou o trauma psicológico sofrido por Samuel. "Psicologicamente, ele está muito abalado. Sente o cheiro de sangue e tem medo de ambulâncias, lembrando da avó que não voltou de uma", explicou Leonardo.
Em nota oficial, o Splash Eco Park negou veementemente as alegações de tentativa de suborno. A empresa afirmou que o caso foi isolado e que prestou toda assistência necessária à família, destacando possuir todas as licenças de funcionamento exigidas.
"As afirmações não representam a verdade, sendo infundadas e cheias de ilações", declarou o parque, acrescentando que não recebeu nenhuma reclamação formal sobre o incidente.
Investigação em andamento
A Polícia Civil já iniciou investigação sobre o caso, tratando-o como lesão corporal. As autoridades devem analisar as condições de segurança do brinquedo e as circunstâncias que levaram ao acidente.
Este não é o primeiro incidente registrado em parques aquáticos da região. Recentemente, outras ocorrências envolvendo fraturas e lesões em brinquedos similares foram noticiadas, levantando questões sobre a fiscalização e manutenção desses equipamentos.
A família de Samuel aguarda o desfecho das investigações enquanto lida com as consequências físicas e emocionais do acidente. O caso serve como alerta sobre a importância da segurança em parques de diversões e a necessidade de rigorosa inspeção nos equipamentos oferecidos ao público.
