Cratera no Jardim Imperial continua aberta e interditando imóveis em São José dos Campos
A Prefeitura de São José dos Campos, no interior de São Paulo, assinou oficialmente na tarde desta quarta-feira, 8 de maio, a ordem de serviço que autoriza a construção de uma nova galeria de águas pluviais no bairro Jardim Imperial. Este é o local exato onde duas grandes crateras se abriram no início deste ano, causando transtornos significativos à comunidade local. A expectativa das autoridades municipais é que as obras de reparo tenham início já a partir desta quinta-feira, 9 de maio.
Início das obras e detalhes do contrato
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura, a empresa contratada deve montar o canteiro de obras no local ainda nesta quinta-feira, além de mobilizar todos os equipamentos necessários para dar início aos trabalhos de reparação. A licitação para a contratação da empresa responsável pela construção da galeria na Rua Felisbina de Souza Machado havia sido aberta no início do mês de março. Embora o edital inicial previsse um investimento de aproximadamente R$ 8 milhões, o valor final do serviço foi ajustado para cerca de R$ 6,7 milhões.
O contrato foi firmado com a empresa Terrax, que terá um prazo total de 15 meses para concluir a obra. Esta intervenção é considerada crucial para resolver um problema crônico que afeta a região há anos.
Histórico de erosões e incidentes graves
O problema das crateras ocorre especificamente na Rua Felisbina de Souza Machado, uma via que já enfrenta um histórico preocupante de afundamentos há aproximadamente 15 anos. No início de 2024, a situação se agravou dramaticamente com a abertura de duas grandes crateras em um curto intervalo de tempo.
- A primeira erosão surgiu em 27 de janeiro, no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy. Na ocasião, um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto foi literalmente engolido pela cratera, em um incidente que chamou a atenção de toda a cidade.
- Dias depois, em 7 de fevereiro, uma segunda cratera se abriu a cerca de 250 metros do primeiro ponto, após um período de fortes chuvas. Este novo desabamento interditou quatro casas e o Residencial Jardins de Sevilha, um prédio com 34 apartamentos localizado diretamente ao lado da erosão. O incidente também provocou a queda de um poste de energia, aumentando os riscos para a população.
Como consequência direta desses eventos, um total de 156 pessoas precisaram deixar suas casas de forma emergencial. Os moradores foram obrigados a retirar seus pertences às pressas, utilizando até mesmo sacos de lixo e lençóis para transportar roupas, documentos e eletrodomésticos, em uma cena de desespero e improviso.
Monitoramento e ações das concessionárias
Desde a abertura das crateras, a rua permanece sob monitoramento constante das autoridades. A Sabesp informou que realizou adaptações nas tubulações para garantir o abastecimento de água na área, mas ressaltou que a galeria rompida não é de responsabilidade da companhia. Por sua vez, a EDP realizou a substituição de postes e a recomposição da rede elétrica, enquanto a Comgás suspendeu o fornecimento de gás nos imóveis interditados como medida de segurança preventiva.
A nova galeria de águas pluviais representa uma esperança para os moradores do Jardim Imperial, que aguardam há meses por uma solução definitiva para um problema que já se arrasta por anos. As obras, agora autorizadas, buscam não apenas reparar os danos recentes, mas também prevenir futuras ocorrências similares nesta região tão afetada por questões de infraestrutura urbana.



