Liberado financiamento emergencial para produtores de ostras em Santa Catarina
Financiamento para produtores de ostras é liberado em SC

O governo de Santa Catarina liberou uma linha emergencial de crédito para produtores de ostras do estado. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (28), é destinada a maricultores que sofreram perdas devido às mudanças climáticas, que causaram a mortandade dos moluscos. Santa Catarina é responsável por 91% da produção nacional de ostras.

Detalhes do financiamento

O Projeto Emergencial Aquicultura e Pesca, conforme o texto oficial, tem como objetivo financiar a produção de ostras, permitindo que o maricultor adquira sementes e outros materiais necessários para a atividade. Mesmo produtores que já possuem outro financiamento podem acessar essa nova linha.

O secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Fabiano Müller Silva, explicou as características da linha de crédito:

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  • Específica para produtores de ostras que tiveram perdas por causa da temperatura da água;
  • Financiamento de até R$ 50 mil;
  • Prazo de cinco anos para pagamento, em cinco parcelas;
  • Desconto de 40% para pagamentos em dia.

Como acessar o crédito

Para solicitar o financiamento, o produtor deve se dirigir a um escritório da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em seu município. O novo regramento permite o financiamento de embarcações, equipamentos, sementes e insumos.

Impacto das mudanças climáticas

Segundo a Secretaria Estadual de Aquicultura e Pesca, quase 100 maricultores foram afetados, e mais da metade vive exclusivamente dessa atividade. O presidente da Federação das Empresas de Aquicultura de Santa Catarina, Vinicius Ramos, afirmou que a situação dos produtores continua difícil: “As ostras que morreram não tem mais o que fazer, já morreram. Prejuízo de 90% de toda a produção. Estamos na expectativa de esperar as sementes que estão vindo atingirem o tamanho comercial”.

No Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, os produtores chegaram a perder até 90% do cultivo. No Norte da Ilha, o impacto foi menor, mas ainda acende um alerta para quem vive da atividade. Especialistas apontam que a principal causa do problema é o aumento da temperatura da água do mar. Pesquisadores da Epagri monitoram o fenômeno e identificaram picos de calor acima do normal nos meses de janeiro e fevereiro. Além do calor, outros fatores associados às mudanças ambientais também contribuem para a mortalidade dos moluscos.

Medidas futuras

O estado anunciou que um edital deve financiar o monitoramento da temperatura da água e da qualidade do mar para auxiliar os produtores no manejo. A longo prazo, a ideia é ampliar as formas de consumo, como o processamento da ostra.

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