Casal beijando em moto aquática é atropelado por embarcação turística em Santa Catarina
A Marinha do Brasil abriu um inquérito para investigar um acidente envolvendo um casal que foi atropelado por uma embarcação turística que simula um barco pirata em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O incidente ocorreu no domingo (15), quando as vítimas estavam se beijando em uma moto aquática parada na saída da Barra do Rio Camboriú.
Detalhes do acidente e investigação em andamento
Em nota oficial, a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí informou que busca entender as causas, circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao ocorrido. Felizmente, o casal não sofreu ferimentos graves, mas o episódio levantou questões sobre segurança na navegação em uma área turística movimentada.
Imediatamente após a colisão, uma equipe de quatro militares da Delegacia de Itajaí se deslocou até o local para realizar levantamentos preliminares e colher depoimentos dos envolvidos. A situação aconteceu em uma região onde há intensa circulação de embarcações de turismo e veículos aquáticos, comuns na cidade que é um dos principais destinos de lazer no litoral catarinense.
Versões das empresas envolvidas no incidente
O Grupo Barco Pirata, responsável pela embarcação turística, afirmou em nota que a moto aquática estava fora do campo de visualização do barco e destacou que o tempo de resposta da embarcação é naturalmente lento. A empresa explicou que manobras de desvio com embarcações desse porte não são imediatas, exigindo tempo e espaço consideráveis para execução.
"O Grupo Barco Pirata informa ainda que está notificando a Marinha do Brasil sobre o ocorrido e irá prestar todas as informações necessárias às autoridades competentes, colaborando integralmente com a apuração dos fatos", declarou a empresa em comunicado oficial.
Por outro lado, a empresa Nautiusados, especializada na venda e locação de motoaquáticas e que alugou o jetski ao casal, afirmou que o condutor era devidamente habilitado e toda a documentação estava regular. A empresa garantiu que os clientes receberam assistência imediata após o acidente.
"A empresa também informa que está colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela Marinha do Brasil, prestando todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades competentes", disse a Nautiusados em nota.
Circunstâncias específicas do acidente
De acordo com relatos, o piloto do barco não teria visto o casal, que estava parado no canal de manobra. Nas imagens que circularam nas redes sociais, é possível ouvir pessoas em uma estrutura distante tentando alertar o barco maior sobre a presença da moto aquática momentos antes da colisão.
O Grupo Barco Pirata ressaltou ainda que a embarcação navegava dentro do canal de navegação, que é a rota adequada e segura para esse tipo de embarcação naquele trecho, caracterizando-se como uma área de passagem e, portanto, inadequada para que embarcações ou motos aquáticas permaneçam fundeadas ou paradas.
A empresa responsável pelo barco pirata destacou que até o momento não foi procurada pelo piloto do jetski, razão pela qual ainda não possui informações precisas sobre todas as circunstâncias do ocorrido, mas se comprometeu a apurar as motivações que levaram o jetski a não desviar da rota da embarcação.



