Casal se beijava em moto aquática quando foi atropelado por embarcação turística em Balneário Camboriú
Um casal que se beijava em uma moto aquática parada foi atropelado por uma embarcação turística que simula um barco pirata na Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O acidente aconteceu no domingo (15) e foi registrado pela câmera frontal do barco, mostrando o momento exato da colisão.
Detalhes do incidente e condições das vítimas
Nas imagens, é possível ver claramente que a moto aquática estava completamente parada no canal de manobra antes da colisão. À medida que a embarcação de maior porte se aproxima, aparecem duas pessoas sentadas de frente uma para a outra, trocando um beijo. Testemunhas relataram que pessoas em uma estrutura distante tentaram alertar o barco sobre a presença da moto pouco antes do impacto, mas sem sucesso.
Felizmente, o casal não sofreu ferimentos graves. A mulher, de 30 anos, apresentou escoriações na cabeça e precisou de atendimento médico imediato. O homem não teve lesões significativas. Ambos receberam assistência no local e foram liberados após os primeiros socorros.
Área de risco e investigações em andamento
O acidente ocorreu em uma região conhecida pela intensa circulação de embarcações turísticas e veículos aquáticos, comum em Balneário Camboriú, que é um dos principais destinos de lazer do litoral catarinense. O piloto do barco alegou não ter visto o casal, que estava parado justamente no canal onde essas embarcações maiores costumam navegar.
A Polícia Civil está avaliando nesta segunda-feira (16) se vai instaurar um inquérito para apurar as responsabilidades pelo ocorrido. Enquanto isso, a Marinha do Brasil ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas ambas as empresas envolvidas afirmaram estar colaborando com as investigações.
Posicionamento das empresas envolvidas
O Grupo Barco Pirata emitiu uma nota explicando que a moto aquática estava fora do campo de visualização da embarcação e que manobras de desvio com barcos daquele porte não são imediatas, exigindo tempo e espaço consideráveis. A empresa destacou que a embarcação navegava dentro do canal de navegação adequado, área considerada inadequada para que motos aquáticas permaneçam paradas.
Já a empresa Nautiusados, responsável pelo aluguel da moto aquática, afirmou que o condutor estava devidamente habilitado, com toda documentação regular e seguro vigente. A companhia garantiu que prestou apoio imediato às vítimas e está colaborando integralmente com as investigações da Marinha do Brasil.
Questões de segurança náutica
Este incidente levanta importantes questões sobre a segurança náutica em áreas de grande movimentação turística:
- A necessidade de maior vigilância por parte dos condutores de embarcações
- A importância de manter veículos aquáticos em movimento em canais de navegação
- A coordenação entre diferentes tipos de embarcações em espaços compartilhados
- Os protocolos de emergência em caso de colisões
As autoridades competentes devem analisar cuidadosamente as circunstâncias do acidente para determinar se houve negligência por alguma das partes e quais medidas preventivas podem ser implementadas para evitar ocorrências similares no futuro.
