Adolescente desaparece no mar de Guarujá ao tentar salvar amiga que escorregou
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) realiza buscas intensas por Daniel dos Santos Amparo, um adolescente de 15 anos que desapareceu no mar de Guarujá, no litoral de São Paulo. O acidente ocorreu na segunda-feira (20), na região costeira do Morro do Maluf, e as operações de resgate continuam nesta terça-feira (21).
Detalhes do acidente e versão da família
Inicialmente, a corporação informou que dois jovens caíram no mar após escorregarem na área costeira. No entanto, a família de Daniel revelou que o adolescente entrou na água para ajudar uma amiga que havia escorregado no local, mesmo sem saber nadar. A garota foi resgatada com escoriações leves e sem sinais de afogamento, mas está em estado de choque e extremamente abalada pelo sumiço do amigo.
Mislene dos Santos Pereira, mãe de Daniel, lamentou a situação em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. "Mesmo ele não sabendo nadar, ele foi ajudar a amiguinha dele no ato de socorro. Foi ajudar e ficou", disse ela. Daniel estava na casa da avó em Guarujá para aproveitar o feriado, pois mora em São Paulo com os pais, e não era autorizado a ir à praia sem adultos devido à falta de habilidades de natação.
Descoberta do acidente e reação dos pais
Os pais de Daniel estavam na capital paulista no momento do acidente e souberam do envolvimento do filho em momentos diferentes. Anderson da Silva Amparo, pai do adolescente, foi alertado por uma ligação, mas tentou esconder a notícia da esposa até chegarem a Guarujá para evitar seu nervosismo na estrada. No entanto, Mislene descobriu sobre o acidente através das redes sociais, ao ver um comentário de uma amiga do filho.
"Tentei me segurar para não contar nada para ela, só que, devido à internet, ela acabou vendo no meio da estrada", lamentou Anderson, explicando que precisou dividir a atenção entre o trânsito e o cuidado com a esposa, que estava muito nervosa. A família conversou com uma testemunha do acidente e segue acompanhando as buscas de perto.
Esperança e protocolo de buscas
De acordo com os pais, Daniel é descrito como um garoto bom, estudioso, que havia começado a trabalhar como jovem aprendiz recentemente. "Ele está aprendendo agora as coisas da vida", afirmou Mislene, que mantém a fé e a esperança de encontrar o filho. "Pedi tanto para Deus para poder me ajudar. Eu não tenho mais a que recorrer, é só a Deus mesmo para trazer meu filho. Seja como for, mas eu quero meu filho".
O GBMar iniciou o protocolo de buscas prolongadas, baseado em critérios técnicos operacionais, que estabelece um período de até quatro dias para as operações. Anderson expressou confiança, dizendo: "A esperança é a última que morre". As autoridades continuam os esforços para localizar o adolescente, enquanto a comunidade aguarda ansiosamente por notícias.



