Petrobras e Marinha divergem sobre possível acidente marítimo em Maricá
Acidente marítimo em Maricá: Petrobras e Marinha divergem

Petrobras e Marinha apresentam versões distintas sobre possível acidente em Maricá

A Petrobras informou que a Marinha do Brasil descartou o envolvimento de uma embarcação que presta serviços à empresa em um possível acidente com o barco pesqueiro Funelli, desaparecido desde sexta-feira, 16 de fevereiro, na altura de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. No entanto, a Marinha ainda não se pronunciou oficialmente sobre as investigações, gerando incertezas e angústia entre os familiares dos seis tripulantes desaparecidos.

Suspeita de colisão e retenção de navio

A suspeita de um possível acidente surgiu após a circulação, nas redes sociais, de vídeos de sites de monitoramento de embarcações. Esses vídeos levantaram a hipótese de uma colisão entre o navio BJ Blue Marlin e o barco pesqueiro desaparecido. Em nota, a Petrobras afirmou que a embarcação BJ Blue Marlin chegou a ser retida pela Marinha, mas já foi liberada para retomar normalmente suas atividades.

O Porto do Açu confirmou que o navio BJ Blue Marlin esteve no local entre os dias 20 e 22 de janeiro e que representantes da Marinha estiveram a bordo realizando atividades pertinentes. Apesar disso, a Marinha do Brasil não emitiu um comunicado oficial detalhando o andamento das investigações sobre um possível acidente entre as duas embarcações.

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Familiares cobram respostas das autoridades

Tatiana Silva, filha de Nilton de Jesus, um dos responsáveis pela embarcação Funelli, relatou que a Marinha informou à família, na segunda-feira, 21 de fevereiro, sobre a apuração de um possível acidente. Desde então, não houve novas atualizações, deixando os familiares em estado de desespero.

O navio estava detido no Porto do Açu, em Campos, e a gente recebeu a informação de que, pela madrugada, o navio já estava fazendo rota, ou seja, já está navegando. Então, se já está navegando é porque ele já foi liberado, e a Marinha não passou nada para as famílias até agora. A gente quer saber o que a Marinha está fazendo que não entra em contato com a gente, desabafou Tatiana Silva.

Buscas continuam e investigações no fundo do mar são preparadas

A última nota divulgada pela Marinha do Brasil foi na noite de quinta-feira, 22 de fevereiro. No comunicado, a instituição informou que as buscas continuam com o Navio-Patrulha Oceânico Amazonas e uma aeronave da Força Aérea Brasileira. Além disso, a Marinha está preparando um navio para iniciar investigações no fundo do mar a partir desta sexta-feira, 23 de fevereiro.

As ações incluem:

  • Monitoramento contínuo da área com recursos aéreos e marítimos.
  • Análise de dados de monitoramento de embarcações para identificar possíveis indícios.
  • Preparação de equipamentos especializados para buscas submarinas.

Enquanto isso, a comunidade local e os familiares aguardam ansiosamente por notícias concretas sobre o destino do barco pesqueiro Funelli e seus seis tripulantes. A falta de comunicação clara entre as autoridades e as famílias tem sido um ponto crítico nesta situação, destacando a necessidade de transparência em casos de acidentes marítimos.

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