No Maranhão, a polícia investiga a agressão a uma empregada doméstica grávida de cinco meses. Uma jovem de 19 anos denunciou ter sido agredida pela ex-patroa, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, em 17 de abril, na casa da empresária, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
Como o caso veio à tona
A vítima registrou boletim de ocorrência, e o caso ganhou repercussão após a TV Mirante obter áudios enviados pela própria empresária, que registram a dinâmica do crime. Nos áudios, Carolina Sthela afirma que a vítima 'não era pra ter saído viva' e detalha as agressões. Os áudios foram anexados ao inquérito da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy.
Detalhes das agressões
Segundo a jovem, ela foi acusada de roubar joias e, em seguida, foi puxada pelos cabelos, derrubada no chão e agredida com socos e murros. Grávida de cinco meses na época, ela tentou proteger a barriga. Mesmo após a joia ser encontrada em um cesto de roupas sujas, as agressões continuaram. A vítima também foi ameaçada de morte caso denunciasse o ocorrido.
Participação de terceiros
Em um dos áudios, a empresária menciona a ajuda de um homem armado, ainda não identificado, que a auxiliou nas agressões. A vítima descreveu o suspeito como 'alto', 'forte' e 'moreno'. A polícia procura o homem.
Envolvimento de policiais militares
Uma equipe da Polícia Militar atendeu a ocorrência, mas a empresária não foi levada à delegacia. Em áudios, ela afirma que um dos policiais era seu amigo e teria dito que, devido aos hematomas, ela deveria ter sido conduzida. Quatro PMs foram afastados das funções.
Rotina da vítima e condições de trabalho
A jovem trabalhava na casa havia pouco mais de duas semanas, com jornada de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo. Ela recebeu R$ 750, pagos de forma fracionada por terceiros. As funções incluíam limpeza, cozinha, lavagem de roupas e cuidados com o filho de seis anos da patroa.
Histórico da suspeita e andamento das investigações
A empresária Carolina Sthela possui mais de dez processos, incluindo condenação por furto qualificado e calúnia contra ex-funcionárias. A OAB-MA pediu a prisão preventiva, classificando o crime como tortura agravada, lesão corporal, ameaça e calúnia. A suspeita não foi presa e afirma que colabora com as investigações, repudiando a violência e pedindo que não haja julgamento antecipado.



