O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) determinou a suspensão do show do DJ Alok e de outros artistas no município de Cocal. A decisão ocorre após prefeitos do estado aprovarem, na manhã desta quinta-feira (23), um limite de R$ 350 mil para a contratação de shows artísticos. O teto deve vigorar pelo período de dois anos.
Medida da APPM
Segundo a Associação Piauiense de Municípios (APPM), os valores pagos em cachês estavam crescendo significativamente, sem uma justificativa plausível. A APPM apontou que as contratações ocorriam de forma desordenada, sem padronização e com variação de preços para a mesma atração em diferentes municípios, o que provocou questionamentos de órgãos de controle.
Impacto nas finanças municipais
Com o estabelecimento do teto, a associação afirmou que os municípios poderão realizar festividades com os mesmos artistas, sem comprometer as finanças municipais nem os serviços básicos ofertados à população. “Essa conquista é fruto de um movimento iniciado no Nordeste e levado a Brasília no início do ano. Após meses de diálogos e alinhamentos, chegamos a uma solução equilibrada, garantindo critérios mais justos, transparência e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que preservamos a alegria e a cultura das nossas comunidades”, comentou o presidente da APPM, Pompílio Evaristo Lira.
Contexto regional
A decisão do TJ-PI em suspender o show de Alok em Cocal reflete a tendência de maior controle sobre gastos públicos com eventos. A Prefeitura de Fartura do Piauí também cancelou show de Calcinha Preta após recomendação do Ministério Público, em meio a situação de emergência pela seca.
A APPM espera que a medida sirva de exemplo para outros estados, promovendo responsabilidade fiscal sem abolir as tradições culturais locais.



