Suspeito de atropelamento fatal de ciclistas no Rio Grande do Sul frequentou bar e boate antes do crime
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou que um homem preso sob suspeita de atropelar e matar três ciclistas esteve em um bar e uma boate antes do acidente fatal. O caso ocorreu na manhã do último sábado (21) em Três Coroas, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, e envolve graves alegações de consumo de álcool e fuga do local.
Detalhes das investigações sobre a noite do suspeito
Segundo as investigações, o suspeito teria frequentado um bar durante várias horas em Igrejinha, município vizinho ao local do acidente. Após isso, ele se dirigiu a uma casa noturna em Taquara, outra cidade próxima a Três Coroas, onde permaneceu até o começo da manhã. A polícia identificou ambos os estabelecimentos como locais onde ele consumiu bebidas alcoólicas antes da colisão.
O condutor do veículo fugiu imediatamente após o atropelamento, sem prestar qualquer tipo de socorro às vítimas. Posteriormente, ele foi localizado em sua residência e submetido a um teste de bafômetro, que registrou 0,70 miligrama de álcool, resultado positivo que indica embriaguez ao volante. Atualmente, o homem está preso preventivamente, aguardando as próximas etapas do processo legal.
Vítimas do trágico acidente na ERS-115
As três vítimas fatalmente atropeladas foram identificadas como Clarissa Felipetti, de 38 anos, Isac Ribeiro da Silva, de 35 anos, e Fernanda Mikaella Barro, de 34 anos. Clarissa, conhecida como Sissa, era casada com Isac, e o casal deixa dois filhos, uma menina e um menino. Fernanda era amiga do casal e trabalhava em uma empresa de calçados da região.
Isac foi socorrido ainda na rodovia ERS-115 em estado gravíssimo e encaminhado a um hospital local, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte. A tragédia comoveu amigos, familiares e colegas de trabalho das vítimas, levando a prefeitura de Três Coroas a decretar luto oficial de três dias. Vale destacar que Sissa havia trabalhado anteriormente na assessoria de imprensa do município, o que aumentou o impacto da notícia na comunidade.
Repercussões e andamento do caso
O UOL tentou contato com a defesa do suspeito para obter uma manifestação, mas até o momento não houve resposta. O texto será atualizado caso haja qualquer declaração por parte dos envolvidos ou novas informações das autoridades. Este caso reforça a discussão sobre os perigos da combinação entre álcool e direção, especialmente em vias movimentadas como a ERS-115, onde ciclistas e motoristas compartilham o espaço.
A Polícia Civil continua investigando todos os detalhes da noite do crime, incluindo a sequência exata de eventos e possíveis testemunhas. Enquanto isso, a comunidade local se une em apoio às famílias enlutadas, organizando vigílias e campanhas de solidariedade para ajudar no enfrentamento desta perda irreparável.
