O homem que matou a amiga da filha a facadas por não ser correspondido afetivamente foi preso nesta quarta-feira (29) em Ribeirão Preto (SP) e confessou o crime, dizendo estar arrependido. Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, estava foragido desde o dia 24 de abril, quando esfaqueou Geniane Pereira, de 20 anos, em Pontal (SP).
Detalhes do crime
Segundo a Polícia Civil, Geniane e a filha de Cleomar haviam se mudado para a casa do suspeito duas semanas antes do crime. Elas saíram de Turmalina (MG) no dia 10 de abril para trabalhar em uma multinacional de alimentos no interior de São Paulo. A jovem foi morta na manhã do dia 24, na Rua Albano Meneghelli, enquanto as duas se dirigiam ao trabalho.
Câmeras de segurança registraram o ataque: Cleomar estava encapuzado, encostado em um portão, e ao avistar as jovens, chamou Geniane pelo apelido de “Geninha” e desferiu vários golpes de faca. A vítima foi esfaqueada pelo menos nove vezes, socorrida e levada à Santa Casa de Pontal, mas não resistiu.
Motivação torpe
O delegado Claudio Messias, responsável pelo caso, afirmou que a motivação foi a rejeição. Cleomar desenvolveu interesse por Geniane, que era simpática e extrovertida, mas ela nunca correspondeu às investidas. “Ele passou a interpretar errado a forma dela de se relacionar. Houve relato de que ele chegou a tocar os seios dela”, disse Messias. A situação se agravou quando Geniane e a amiga contaram a Cleomar que estavam interessadas em outros rapazes em Pontal. Ele passou a xingá-las com frequência, e elas decidiram se mudar para outro imóvel, mas não tiveram tempo.
Monitoramento e arrependimento
Testemunhas relataram que, um dia antes do crime, Cleomar abordou as jovens no mesmo local. Ele monitorava o trajeto delas de casa para o trabalho. Após a prisão, Cleomar confessou o assassinato e expressou arrependimento. O g1 não localizou a defesa do suspeito. O caso foi registrado como feminicídio.
Quem era Geniane
Amigos descrevem Geniane como carismática, extrovertida, leal e apaixonada pela vida. Amante de forró, ela criou um perfil em redes sociais em janeiro e já acumulava 27 mil seguidores. Após a morte, o número de seguidores dobrou. Ela compartilhava fotos de Minas Gerais, onde nasceu, e de São Paulo, onde vivia desde o início do mês.



