Ponte entre São Paulo e Minas Gerais é interditada por problemas estruturais
A Ponte sobre o Rio Grande, que conecta as cidades de Miguelópolis, em São Paulo, a Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, foi totalmente interditada nesta quinta-feira (5), conforme informado pela Polícia Militar Rodoviária. A decisão ocorre após a constatação de rachaduras nos pilares de sustentação, identificadas na quarta-feira (4), quando ainda era permitido o tráfego para veículos leves.
Desvios obrigatórios aumentam trajeto em 100 quilômetros
Com o bloqueio total, os motoristas que precisam cruzar a divisa entre os estados enfrentarão um aumento significativo no percurso, de aproximadamente 100 quilômetros a mais. As rotas alternativas sugeridas pelas autoridades incluem o uso de rodovias como a Anhanguera e a Brigadeiro Faria Lima, visando garantir a segurança e a fluidez do trânsito.
Segundo a polícia, há duas opções principais para quem sai de Miguelópolis em direção a Conceição das Alagoas:
- Rota pela SP-425: Seguir até Guaíra, depois para Barretos, acessar a SP-326, que se torna BR-364 em Minas Gerais, continuar até Planura (MG) e, finalmente, pegar a MG-427.
- Rota pela SP-385: Ir no sentido Ituverava, seguir pela SP-330 até Igarapava, atravessar a divisa e continuar pela BR-050 até Uberaba (MG), acessando então a MG-427.
Estrutura da ponte e histórico de construção
A ponte, construída na década de 1970 junto com a Usina Hidrelétrica de Volta Grande (inaugurada em 1974), possui 540 metros de extensão e 7,8 metros de largura. As rachaduras foram inicialmente detectadas por pescadores, que acionaram as autoridades locais.
Argemiro Lino Júnior, agente regional da Defesa Civil em Minas Gerais, explicou que um engenheiro civil do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) realizou uma vistoria técnica e recomendou a interdição imediata por questões de segurança pública.
Esforços para recuperação e monitoramento contínuo
O DER-MG informou que está em contato com o órgão equivalente em São Paulo para viabilizar ações de recuperação da estrutura, mas ainda não há um prazo definido para a retomada da circulação de veículos. Em nota, a Polícia Rodoviária de São Paulo destacou que os órgãos responsáveis seguem monitorando a situação de perto.
A orientação é para que os motoristas redobrem a atenção, respeitem a sinalização instalada e, sempre que possível, utilizem rotas alternativas, contribuindo para a segurança viária e a fluidez do trânsito, afirmou a polícia.
Esta interdição impacta diretamente a mobilidade urbana e regional, exigindo paciência e planejamento por parte dos condutores até que a ponte seja reparada e liberada para o tráfego seguro.



