Ponte entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu segue interditada há seis meses e causa transtornos
Ponte entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu interditada há seis meses

A ponte localizada na Rodovia Deputado Nagib Chaib (SP-167), que liga Mogi Mirim a Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, permanece interditada há seis meses, causando sérios transtornos aos motoristas que utilizam a via diariamente. A interdição, que começou em novembro de 2025 após fortes chuvas, ocorreu devido a danos na fundação da estrutura, identificados por uma avaliação técnica do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Rota alternativa e congestionamentos

Com o fechamento da ponte, os condutores precisam utilizar um desvio de aproximadamente três quilômetros, que aumenta o tempo de viagem em cerca de cinco minutos em condições normais de trânsito. No entanto, nos horários de pico, o percurso pode demorar ainda mais, gerando filas e lentidão. A rota alternativa passa pela Avenida Professor Adibe Chaib, contorna o Bosque das Jabuticabeiras e o trecho interditado, seguindo por duas rotatórias nos cruzamentos com a Avenida Brasil e a Rua Ariovaldo Silveira Franco.

A motorista Vanderlândia Teixeira, que utiliza o desvio diariamente, relata a dificuldade: "Estou a 350 metros do meu destino, mas preciso fazer um trajeto de mais de dois quilômetros para chegar ao local de trabalho. Nos horários de pico, a situação fica ainda pior, com maior demora".

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Outras opções de percurso

Além do desvio principal, outra alternativa é cortar por dentro de Mogi Mirim até a Rodovia Deputado Adhemar Pereira de Barros (SP-340), que dá acesso a bairros das duas cidades. Embora menos prática, essa rota é utilizada por alguns motoristas para evitar os congestionamentos da região central.

Providências do DER

Em nota oficial, o DER informou que o projeto executivo para a recuperação da ponte está em fase de elaboração, com previsão de conclusão em maio. Após essa etapa, será possível realizar a licitação e contratar a obra, que será executada no menor prazo possível. Enquanto isso, a sinalização de desvio foi reforçada para orientar os condutores.

Riscos e uso irregular da ponte

Apesar da interdição por riscos estruturais, motociclistas e pedestres continuam utilizando a ponte, o que preocupa moradores da região. O ajudante de eletricista Alan Sbegue de Souza, que passa diariamente pelo local, alerta para o perigo de atropelamentos: "Enquanto subia para trabalhar, uma moto desceu muito rápido. Se eu não tivesse esperado, teria sido atropelado".

Leonardo José da Silva, que mora próximo à ponte, afirma que o local já foi cenário de diversos acidentes: "Um vizinho foi entrar e um carro bateu nele, estourando o motor. Três carros já se envolveram em batidas ali". O g1 Campinas e Região procurou o DER para comentar o uso da ponte mesmo interditada, mas ainda aguarda retorno.

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