Acidente fatal na barragem de Carmo do Cajuru
O piloto de uma moto aquática envolvido em um acidente que resultou na morte de um homem de 41 anos foi indiciado por homicídio com dolo eventual. O caso ocorreu no dia 14 de fevereiro, durante um evento musical em um bar flutuante na barragem de Carmo do Cajuru, em Minas Gerais. A colisão frontal entre duas motos aquáticas causou danos severos aos veículos e levou à morte da vítima.
O que é dolo eventual?
De acordo com a legislação brasileira, o dolo eventual ocorre quando o agente não deseja diretamente o resultado criminoso, mas prevê a possibilidade de sua ocorrência e assume o risco de produzi-lo, agindo com indiferença. Neste caso, a Polícia Civil considerou que o suspeito agiu com negligência consciente, ignorando normas de segurança ao operar o veículo aquático.
Detalhes da investigação
Segundo a Polícia Civil, o suspeito, de 36 anos, pilotava uma moto aquática que havia adquirido recentemente e que ainda não estava registrada em seu nome. Na noite do acidente, ele realizava o transporte de passageiros. Após a colisão, a vítima foi socorrida por outras pessoas que estavam próximas ao local, mas não resistiu aos ferimentos. A causa da morte foi asfixia por imersão.
O delegado Weslley Castro, responsável pelo caso, afirmou que o indiciamento por dolo eventual se justifica pela negligência consciente do investigado, que ignorou normas de segurança vitais. Além disso, o delegado destacou a gravidade da atitude posterior ao acidente: o suspeito fugiu do local sem prestar qualquer auxílio à vítima, apresentando-se às autoridades apenas dias depois. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que dará continuidade ao processo legal.
Relembre o caso
O acidente ocorreu em 14 de fevereiro, na barragem de Carmo do Cajuru. Segundo a Marinha do Brasil, a colisão foi frontal entre os veículos. Equipes foram enviadas ao local para coletar informações e prestar apoio. Um Inquérito Administrativo foi aberto para investigar as causas e responsabilidades do incidente. A vítima foi resgatada da água por banhistas, mas teve uma parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de ressuscitação realizadas pelo Corpo de Bombeiros, ele não sobreviveu.
O caso gerou comoção na região e reforça a importância de seguir as normas de segurança na navegação de veículos aquáticos, especialmente em eventos com grande concentração de pessoas.



