A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Gerente Fantasma, que resultou na apreensão de uma mala de viagem contendo R$ 655.301 em espécie. O dinheiro estava escondido em um apartamento de baixo padrão, com área entre 39m² e 44m², que também servia de moradia para um dos alvos da investigação, cujo nome não foi divulgado.
Investigação aponta ganhos ilícitos
De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria obtido R$ 105,9 mil em apenas uma semana por meio de golpes digitais. A Polícia Civil destacou que o montante é incompatível com as atividades legais declaradas pelos suspeitos. Além disso, a operação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão domiciliar com caráter itinerante e oito bloqueios de ativos financeiros, totalizando R$ 200 mil.
Crimes investigados
A ação investiga tráfico de drogas, golpes em plataformas de compra e venda online e lavagem de dinheiro. O grupo comercializava substâncias como pasta base de cocaína, skunk (conhecido como “supermaconha”) e cocaína refinada, além de exercer controle territorial sobre pontos de venda em diversos bairros de Cuiabá.
Estratégias de influência local
Para consolidar sua influência na comunidade e dificultar denúncias, o grupo promovia a distribuição de cestas básicas e organizava eventos esportivos, obtendo lucros adicionais com a venda de bebidas alcoólicas. Essas ações eram utilizadas como mecanismos para construir uma imagem positiva e coibir a colaboração com as autoridades.
Mandados cumpridos
Os mandados foram cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande, no estado de Mato Grosso. Oito pessoas são suspeitas de integrar o grupo criminoso, que atua na região metropolitana. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e recuperar valores ainda não localizados.



