Gilmar Mendes zomba de sotaque de Zema; ex-governador rebate
Gilmar zomba de Zema; mineiro rebate decano do STF

O embate entre o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, 23. Após uma entrevista em que o ministro debochou do sotaque do pré-candidato à Presidência e afirmou que ele 'fala um dialeto', Zema usou as redes sociais para rebater a declaração, dizendo que o magistrado 'perdeu a noção do que separa o certo do errado'.

A entrevista em que Gilmar ironiza Zema foi concedida ao Jornal da Record na noite de quarta-feira, 22. 'Ele fala um dialeto próximo do português, muitas vezes a gente não o entende. Imaginando que ele fala uma língua lá do Timor Leste, um tétum ou coisa assim. De qualquer forma, no que for inteligível, é importante que a Procuradoria, a Polícia Federal e o próprio ministro Alexandre apreciem', declarou o decano.

Zema respondeu nas redes sociais: 'Sabe porque você não entende o que eu falo, Gilmar Mendes? É que o linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília. O problema não é você não entender as minhas palavras. O problema é os brasileiros não entenderem os seus atos. É você recorrer ao autoritarismo pra calar os que criticam o comportamento de ministros do Supremo'.

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O ex-governador também afirmou que Gilmar 'perdeu a noção'. 'É você e os seus colegas terem perdido a noção do que separa o público do privado. O certo, do errado. É isso o que brasileiros simples como eu não conseguem entender. É isso o que nós não vamos mais aceitar', escreveu.

Na última segunda-feira, 20, Gilmar solicitou que Zema fosse investigado no inquérito das fake news, presidido por Alexandre de Moraes. O motivo foi uma animação publicada nas redes sociais do ex-governador, na qual o decano e o ministro Dias Toffoli são representados por bonecos que protagonizam atos de corrupção. O vídeo faz parte de uma série chamada 'Os intocáveis', que critica ministros do STF. No mesmo dia, Zema reagiu ao pedido de Gilmar, dizendo que 'a carapuça serviu'.

Pré-candidatos conservadores têm se articulado para garantir uma maioria conservadora no Senado, com o objetivo de pautar o impeachment de ministros do STF. Embora a medida tenha previsão legal, nunca foi aplicada na prática.

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