Repórter da Band Minas tem morte encefálica confirmada após grave acidente na BR-381
Morte encefálica de repórter da Band é confirmada após acidente

Tragédia na BR-381: repórter da Band Minas tem morte encefálica confirmada após colisão com caminhão

A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, que estava no carro de reportagem da Band Minas envolvido em um grave acidente com um caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16). A informação foi oficializada pela própria emissora, que se encontra em luto pela perda de dois profissionais.

Protocolo médico concluído após exames detalhados

O protocolo de morte encefálica, aberto pela manhã, foi concluído na noite desta quinta-feira, após uma série rigorosa de exames que confirmaram o diagnóstico irreversível. Alice encontrava-se em coma na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII, na região Centro-Sul da capital mineira, com diagnóstico de traumatismo craniano severo e múltiplas fraturas pelo corpo.

A profissional deixa um legado familiar marcado pela dor prematura: ela era casada e mãe de um bebê de apenas oito meses, cujo futuro agora será construído sem a presença materna. A tragédia pessoal se amplia para toda a comunidade jornalística mineira.

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Cinegrafista morre no local do acidente

No mesmo acidente, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, faleceu instantaneamente no local da colisão. Ele era o condutor do veículo da emissora no momento do impacto frontal com o caminhão. Natural de Porto Alegre, Rodrigo deixou esposa e uma filha de seis anos, além de uma carreira dedicada ao jornalismo e ao trabalho social como palhaço em hospitais infantis.

O corpo do profissional foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal na noite de terça-feira (15) e liberado aos familiares durante a madrugada de quinta. O velório ocorreu no Cemitério do Bonfim, com sepultamento realizado às 16 horas, marcando o fim físico de uma trajetória interrompida brutalmente.

Investigações em andamento para esclarecer causas

A Polícia Civil de Minas Gerais mantém as investigações sobre as causas e circunstâncias precisas do acidente em pleno andamento. Peritos estiveram no local para coletar vestígios e evidências que subsidiarão o inquérito policial, buscando entender os fatores que levaram à tragédia na movimentada rodovia.

Contexto trágico: a equipe jornalística retornava a Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a importância crucial da duplicação da BR-381 para a redução de acidentes na própria rodovia. A ironia amarga do destino transformou os repórteres em vítimas do mesmo problema que investigavam.

Quem eram os profissionais vitimados

Alice Ribeiro, natural de Belo Horizonte, era formada em Jornalismo pela PUC Minas desde 2015. Com uma carreira sólida, passou por emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas, além de atuar em produtoras independentes pelo país. Desde 2021 na Band, trabalhou inicialmente em Brasília e, desde agosto de 2024, estava baseada na capital mineira, onde construía sua trajetória mais recente.

Rodrigo Lapa, com passagens pela Band Minas entre 2022 e 2024, havia retornado à emissora em dezembro de 2025. Participou de coberturas significativas como o carnaval de Belo Horizonte e os desastres provocados pelas chuvas na Zona da Mata. Paralelamente ao jornalismo, dedicava-se a atividades circenses para crianças hospitalizadas, mostrando um perfil humano multifacetado.

Posicionamento da emissora e apoio às famílias

Em nota oficial, a Band Minas expressou profundo pesar pelo ocorrido e confirmou que está prestando toda a assistência necessária às famílias das vítimas. A emissora afirmou que aguarda a conclusão das investigações policiais para ter um quadro completo das circunstâncias do acidente.

O Hospital João XXIII, responsável pelo atendimento de Alice Ribeiro, emitiu comunicado confirmando a morte encefálica da repórter, destacando a perda irreversível das funções cerebrais. A instituição hospitalar detalhou que a profissional estava internada desde a tarde da última quarta-feira, após sofrer o grave acidente na BR-381.

A tragédia ressalta os riscos enfrentados por profissionais da imprensa em coberturas rodoviárias e deixa uma lacuna profunda no jornalismo mineiro, com duas vidas ceifadas no exercício de sua função social de informar a população.

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