Mãe de vítima denuncia chantagem com patrocínios e viagens por Melqui Galvão
Mãe de vítima denuncia chantagem por Melqui Galvão

Mãe de vítima de Melqui Galvão revela chantagem com patrocínios e viagens

A prisão do lutador e treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, decretada pela Justiça de São Paulo, trouxe à tona graves denúncias de manipulação, ameaça e abuso sexual contra atletas menores de idade. De acordo com as investigações policiais, ele utilizava promessas de ascensão na carreira esportiva e apoio financeiro para silenciar as vítimas.

Denúncia da mãe de uma adolescente

O caso ganhou repercussão nacional após o relato da mãe de uma adolescente de Jundiaí (SP), que detalhou como o suspeito usava a estrutura de alojamento e patrocínio para chantagear as alunas. As autoridades contam com um áudio de mais de 16 minutos no qual o treinador admite o comportamento impróprio.

O que motivou a prisão de Melqui Galvão?

O treinador foi preso temporariamente por determinação da Justiça de São Paulo sob suspeita de estupro e atos libidinosos contra pelo menos três vítimas, incluindo uma adolescente de 17 anos e outra que tinha 12 anos na época dos fatos.

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Onde e como ele foi preso?

Melqui Galvão se entregou à Polícia Civil na noite do dia 27 de abril de 2026 e foi formalmente preso no dia 28 de abril de 2026, em Manaus (AM), após a expedição de mandado pela Justiça de São Paulo. Paralelamente, a polícia cumpriu mandados de busca em endereços ligados ao investigado em Jundiaí (SP).

Onde aconteciam os crimes?

As investigações apontam que os episódios ocorreram em diferentes contextos da estrutura do treinador, incluindo competições esportivas e espaços de apoio mantidos por ele, como alojamentos, além de relatos envolvendo a cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo.

Como o treinador manipulava as vítimas?

Segundo os relatos, Melqui usava promessas de carreira internacional, patrocínios e custeio de viagens. Ele ameaçava cortar esse suporte e expor as jovens caso elas o denunciassem, aproveitando-se de sua fama e da relação de dependência das atletas.

Reação das federações esportivas

A Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jítsu Federation (IBJJF) anunciaram o banimento imediato do treinador de todas as suas atividades e eventos, repudiando a violação dos princípios éticos.

O áudio usado na investigação

Em uma gravação de mais de 16 minutos enviada à família da vítima, Melqui confessa o comportamento inadequado, mas tenta transferir parte da culpa para a jovem, alegando que ela o tratava de forma diferente.

Repercussão no meio do jiu-jítsu

A prisão gerou forte repercussão. Mica Galvão, filho do treinador, disse viver um momento difícil e pediu uma investigação rigorosa. A campeã olímpica Amit Elor cobrou responsabilização e incentivou as vítimas a denunciarem, e o lutador Diogo Reis defendeu a apuração das denúncias e o repúdio à violência.

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