Funcionário preso por matar patrão com 41 facadas em oficina no DF
Funcionário preso por matar patrão com 41 facadas no DF

A Justiça do Distrito Federal classificou como “brutal” o assassinato do empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, morto dentro de sua própria oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte, em Brasília. A decisão da audiência de custódia, obtida pela TV Globo nesta quinta-feira (7), revela que a vítima sofreu 41 golpes de faca, sendo 33 nas costas, três no pescoço, duas na testa, duas no rosto e uma na orelha, além de outros ferimentos.

Ao converter em preventiva a prisão em flagrante de Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, o juiz afirmou que a quantidade e a localização dos ferimentos demonstram “violência extrema” e “desproporção na ação ofensiva”. A decisão ainda aponta que o crime aconteceu “em plena luz do dia” e dentro de um estabelecimento comercial, circunstâncias que, segundo o magistrado, demonstram “audácia e destemor” do suspeito e justificam a prisão preventiva.

Crime foi gravado por câmeras

Eduardo Jesus Rodrigues foi preso em flagrante nesta quarta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, ele trabalhava no local havia apenas um dia e alegou inicialmente ter cometido o crime por vingança. A motivação ainda é investigada. “O autor estava ali, segundo o tio, para aprender uma nova profissão. Então, ele conheceu a vítima ontem”, afirmou o delegado Wellington Barros.

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As imagens de segurança mostram o momento em que a vítima é agredida com um chute na cabeça pelo suspeito. Depois, Eduardo dá vários golpes de faca no patrão, que estava sentado em uma cadeira. Após as agressões, ele cai no chão e é arrastado por alguns metros pelo funcionário. A faca usada no crime foi apreendida pela Polícia Civil.

Antecedentes criminais

Ainda segundo a polícia, Eduardo Jesus Rodrigues estava em liberdade provisória por tráfico de drogas. Ele também tem passagem por porte de arma branca. A Polícia Civil informou que trabalha com a hipótese de homicídio qualificado, o que pode elevar a pena para até 30 anos de prisão. A investigação segue para esclarecer a motivação do crime e apurar se houve participação de outra pessoa.

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