A estudante de Jornalismo Talita Oliveira da Conceição, de 26 anos, faleceu após um acidente de trânsito no Rio de Janeiro. Na tarde desta quarta-feira (13), professores e colegas de curso se reuniram na Universidade Federal do Piauí (UFPI) para prestar homenagens à jovem. No local, foi montada uma mesa com fotos de Talita, uma imagem de Nossa Senhora de Fátima e flores. Os participantes, vestidos com roupas escuras e portando velas e balões brancos, rezaram o terço em memória da estudante.
Detalhes do acidente
Talita cursava o sexto período de Jornalismo e trabalhava como estagiária de produção na TV Meio Norte. Ela morreu na noite de segunda-feira (11), quando a motocicleta em que estava como passageira colidiu com um táxi na Avenida Rei Pelé, próxima à estação do metrô do Maracanã, no sentido Centro do Rio. A jovem estava de férias na cidade. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do acidente. O piloto da moto não possuía habilitação, e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e condução de veículo sem habilitação.
Trajetória e sonhos
Colegas de turma destacaram a dedicação de Talita dentro da universidade e seu entusiasmo pela comunicação e pelas artes. O estudante Dhominy Paiva, em entrevista ao g1, contou que ela conciliava estudos e trabalho desde os primeiros períodos da graduação. Talita começou a trabalhar na TV Meio Norte entre o terceiro e quarto período, passando por funções como produção, reportagem, web e televisão. Segundo os colegas, ela demonstrava grande entusiasmo pela profissão e acreditava em seu potencial. “Ela sempre foi uma menina que trabalhou muito. Sempre aceitava os trabalhos. Era muito empolgada, muito animada com tudo”, afirmou Dhominy.
Além do jornalismo, Talita tinha forte ligação com o teatro e sonhava em seguir carreira artística. Durante a graduação, protagonizou uma peça universitária e frequentemente falava sobre o desejo de morar no Rio de Janeiro. O colega também relembrou as dificuldades enfrentadas pela estudante para conciliar trabalho, estudos e os deslocamentos entre Timon, no Maranhão, e Teresina. Para custear o transporte, Talita vendia bolos de pote. “Ela vinha de uma condição muito humilde e, mesmo com todas as dificuldades, continuava correndo atrás dos objetivos dela”, disse Dhominy.



