Corpo de empresário é localizado em área rural de Monte do Carmo
O empresário Omeir Menezes, de 66 anos, pai de sete filhos, foi encontrado morto na quinta-feira (30) dentro de um buraco de drenagem pluvial em uma região rural de Monte do Carmo, no centro do Tocantins. Ele estava desaparecido desde o domingo (26), quando saiu de Taquaruçu, distrito de Palmas, em sua motocicleta para pescar.
Conhecido pela tranquilidade e pelo amor à pesca, Omeir era dono de um tradicional pit dog em Taquaruçu. O sobrinho, Luís Henrique Carvalho, destacou a importância do tio para a comunidade. “Tem mais de 20 anos que ele mexia com esse pit dog ali. Muito conhecido. Uma pessoa tranquila, quem conheceu ele sabe o amor de pessoa que ele era”, afirmou.
Buscas e localização do corpo
O Corpo de Bombeiros encontrou o corpo em uma área de difícil acesso, próxima a uma represa. Próximo ao buraco, foram achados materiais de pesca e uma marmita. As buscas duraram quatro dias e mobilizaram familiares e equipes de resgate.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), até o momento não foram identificados indícios de violência, sendo o caso tratado como morte a esclarecer. A investigação segue com perícias e aguardo de laudos técnicos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia e será liberado à família após os exames.
Perfil do empresário
Omeir Menezes deixou sete filhos: duas meninas que moram no Tocantins e cinco que vivem em Goiás, de um casamento anterior. A pesca era seu principal lazer; ele costumava frequentar a região onde foi encontrado e passava dias em uma pequena casa no local. A família relata que ele sempre pedia companhia para pescar, mas neste dia foi sozinho. “Gostava demais de pescar. Ele amava. Era uma pessoa que sempre chamava um ou outro pra não ir só. Desta vez ninguém foi, e ele foi sozinho. Ele avisou que ia e voltava no mesmo dia”, contou Luís Henrique.
O sobrinho enfatizou a calma do tio, que preferiu perder uma terra na Justiça a entrar em conflito. “Para você ver o tamanho da tranquilidade dele. Largou [a terra] para lá porque Deus permitiu isso”. Momentos em família eram sempre festivos: “Sempre que nós íamos à casa dele, ele queria fazer um churrasquinho para nós. Em datas comemorativas, ele também fazia. Nunca maltratou nossa família, nunca houve briga. Sempre foi uma boa pessoa”, finalizou.



