Com dificuldade de encontrar uma comunidade cristã para criar laços, Marcela Bernardes, de 24 anos, fundou o Run To Jesus (Corrida Para Jesus, em português). O objetivo é simples: unir religião e exercício físico. Em encontros quinzenais, a administradora reúne mais de 100 pessoas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, para ouvirem a palavra de Deus e, em seguida, correrem.
Origem do movimento
À coluna GENTE, Marcela explicou que a ideia surgiu em janeiro de 2025 e, em um ano, impactou mais de 2 mil pessoas na capital paulista. Um dos pontos principais, além de espalhar a palavra de Deus, era fazer com que os corredores realmente criassem laços, dentro e fora do parque. “Eles se juntaram para fazer ceia de Natal, amigo secreto, viajaram juntos, tudo isso sem mim, não participei de nada disso. Isso, para mim, é um motivo de muita alegria, porque foi esse o nosso propósito”, afirma.
Organização e voluntariado
O Run To Jesus conta com 17 voluntários que organizam os corredores em três pelotões de 3 e 5 quilômetros: o primeiro para iniciantes e os outros dois organizados pelo pace dos atletas (ritmo medido em minutos por quilômetro). Totalmente gratuito, o projeto já recebeu propostas de empresas para realizar eventos pagos, mas Marcela não planeja torná-lo comercial. “Uma cafeteria bem grande entrou em contato para participarmos de um evento com outros clubes, mas alguns DJs não tocam músicas cristãs. A partir do momento em que não é um evento cristão, e sim profissional, a gente avalia se é viável vincular o nome de Jesus a isso”, pondera.
Desafios e visão futura
As corridas começam com uma oração e uma palavra escolhida por Marcela. Por haver diversas vertentes dentro do cristianismo, a criadora acha inviável, atualmente, expandir para outros lugares. “A vida cristã é um pecador que tenta viver uma vida mais próxima de Cristo e não deve ser perfeito. Mas quando falamos de religião, impõem-se muitos estigmas, como a visão de um cristão que não erra ou julga muito. Hoje posso me responsabilizar, mas fora não sei o que a pessoa pode falar e isso desviar do movimento”, conclui.



