Volkswagen Tiguan 2026 chega ao Brasil com nova receita, mas sem opção híbrida
Volkswagen Tiguan 2026 chega ao Brasil sem opção híbrida

Volkswagen Tiguan 2026 chega ao Brasil com nova receita, mas sem opção híbrida

Enquanto o mercado brasileiro de SUVs tem demonstrado crescente preferência por modelos híbridos, especialmente das marcas chinesas, a Volkswagen decidiu seguir um caminho diferente com o lançamento da terceira geração do Tiguan. O veículo, que chega aos clientes brasileiros em maio, mantém o motor 2.0 turbo como única opção, apostando em uma fórmula revisada para reconquistar espaço no competitivo segmento dos utilitários esportivos.

Histórico de ajustes e nova aposta

Desde sua chegada ao Brasil em 2009, importado da Alemanha, o Tiguan passou por diversas adaptações. A Volkswagen alternou entre acertos e erros na receita do SUV, frequentemente ajustando especificações para adequá-lo ao mercado nacional. O modelo chegou a ter versões com motores menos potentes e tração limitada às rodas dianteiras, viu suas vendas serem interrompidas em 2021 e perdeu espaço para concorrentes mais modernos.

Agora, em sua terceira geração, o SUV alemão apresenta uma receita renovada com ingredientes cuidadosamente revisados. Apesar de repetir parte da fórmula original de 2009 – com versão R-Line, tração integral e motor 2.0 turbo como única opção disponível – o novo Tiguan chega como o mais potente já produzido pela Volkswagen, desenvolvendo 272 cavalos e 35,7 kgfm de torque.

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Design renovado e interior premium

Visualmente, o Tiguan 2026 apresenta um design frontal completamente renovado, com grades ampliadas, iluminação atualizada e para-choque redesenhado. As rodas de 19 polegadas harmonizam-se com as linhas da carroceria, enquanto na traseira, uma faixa de iluminação em LED corta a tampa do porta-malas.

No interior, a Volkswagen surpreende ao fugir de sua filosofia tradicional de design de cabines. O Tiguan oferece uma experiência diferenciada, com detalhes em madeira, acabamentos em preto brilhante e tela multimídia de estilo flutuante. O modelo conta ainda com cluster de instrumentos digital, materiais de qualidade e um botão colorido com minitela que permite controlar o clima da cabine, modos de condução e iluminação ambiente.

Espaço e segurança em foco

A alavanca de câmbio na coluna de direção libera espaço no console central para porta-copos e nichos, enquanto o volante apresenta botões de tamanho adequado. A Volkswagen também começou a eliminar os controles sensíveis ao toque, retornando aos botões físicos – uma decisão que parte do CEO Thomas Shäfer, que defende interfaces mais amigáveis para os motoristas.

O espaço nos bancos traseiros é satisfatório, mas quem esperava a opção de sete lugares ficará desapontado. Na mesma faixa de preço, concorrentes oferecem os assentos extras. O porta-malas apresenta 423 litros pela metodologia VDA, volume inferior ao líder do segmento, o GWM Havel H6 PHEV 19, que oferece 560 litros.

Em termos de segurança, o Tiguan conta com 12 sistemas ativos, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, assistente de faixa e alerta e frenagem de emergência. O modelo recebeu cinco estrelas em testes de colisão e oferece sete airbags.

Experiência de condução tradicional

Quem está acostumado com o silêncio e suspensão macia dos SUVs chineses pode estranhar o novo Tiguan. O som do motor 2.0 invade a cabine durante acelerações mais vigorosas, característica que agrada entusiastas que apreciam uma trilha sonora esportiva ao dirigir.

A suspensão gerencia curvas de alta e média velocidade sem sacolejar excessivo, proporcionando uma sensação ao volante que remete a carros bem desenvolvidos – mérito da consagrada plataforma MQB, compartilhada por diversos modelos da marca. Esta arquitetura comum permite economia no desenvolvimento, compartilhamento de componentes e produção em uma mesma fábrica.

Posicionamento de mercado e preço

O novo Volkswagen Tiguan é direcionado a um público específico: quem busca um SUV potente e prazeroso de dirigir. No entanto, esse nicho tem diminuído no mercado brasileiro, onde a preferência por modelos híbridos e mais econômicos cresce constantemente.

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O preço pode ser um obstáculo significativo. O Tiguan custa aproximadamente R$ 51 mil a mais que o GWM Haval H6 PHEV19, um dos líderes do segmento. O concorrente chinês oferece aceleração similar, dimensões comparáveis, equipamentos equivalentes e ainda apresenta menor consumo de combustível.

A Volkswagen parece ter acertado na receita do novo Tiguan para seu público-alvo tradicional, mas a maioria dos consumidores brasileiros demonstra ter mudado de preferências, privilegiando tecnologias híbridas e preços mais acessíveis.