A Secretaria do Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou, nesta quinta-feira (23), três novos casos de mpox no estado. Dois deles foram registrados em Natal e um em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. As ocorrências aconteceram entre o dia 17 de abril e a quarta-feira (22).
Com esses novos registros, o Rio Grande do Norte totaliza 12 casos confirmados da doença em 2026, sendo os dois primeiros em março. Além disso, há outros seis casos em investigação. A Sesap considera que a situação da mpox no estado está controlada.
Casos leves e monitoramento domiciliar
Segundo a Sesap, os três pacientes com diagnóstico confirmado estão sendo acompanhados pelas equipes de saúde municipais, seguindo os protocolos estabelecidos. A pasta informou que todos são considerados casos leves e recebem acompanhamento em suas residências.
A coordenadora de Vigilância em Saúde do RN, Diana Rêgo, destacou que todos os 12 casos confirmados no estado até o momento foram leves. “É importante tranquilizar a população nesse sentido de que todos os casos que foram confirmados no Rio Grande do Norte em 2026 foram casos leves. E são monitorados pelos municípios. O Estado segue com apoio técnico”, afirmou.
Ela acrescentou que, caso haja necessidade de internação, o estado dispõe de dois hospitais de referência: o Hospital Gisele da Trigueiro, em Natal, e o Rafael Fernandes, em Mossoró.
Notificações e diagnóstico
Em 2026, foram registradas 69 notificações de casos suspeitos de mpox, dos quais 40 foram descartados. A Sesap reforçou que o Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen/RN) é referência para diagnóstico e vigilância laboratorial da doença desde 2022.
O monitoramento segue a Nota Técnica da Sesap, que orienta a notificação imediata de casos suspeitos por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e o isolamento do paciente em um dos dois serviços preparados.
Perfil dos pacientes e transmissão
Segundo Diana Rêgo, os casos confirmados no RN ocorrem em pessoas entre 20 e 40 anos, com vida sexual ativa. A mpox é transmitida principalmente por contato íntimo. A principal forma de prevenção é o uso de preservativo nas relações sexuais e evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, copos e roupas.
Sintomas e recomendações
A mpox é uma doença viral que causa febre e lesões na pele, que evoluem para bolhas e feridas. Os principais sintomas incluem lesões cutâneas, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. A transmissão ocorre por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados.
Em caso de sintomas suspeitos, a recomendação é buscar a unidade de saúde mais próxima. Se o médico suspeitar da doença, deve ser realizada coleta de exame. Também é recomendado o isolamento e a proteção das lesões de pele expostas com lençol, vestimentas ou avental de mangas longas.
O tratamento é de suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, pois não há medicamento específico para a mpox.
Histórico no RN
De acordo com o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Norte registrou 131 casos em 2022, 11 em 2023, 5 em 2024 e 2 em 2025. A coordenadora Diana Rêgo destacou que hoje há maior preparo para lidar com a doença, baseado no conhecimento sobre transmissão e prevenção.



