Sergipe permanece com elevada incidência de SRAG pela sexta semana consecutiva
O estado de Sergipe continua registrando níveis preocupantes de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme revela a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026. Esta é a sexta semana seguida em que o estado apresenta taxas elevadas da síndrome, mantendo-se em situação de alerta sanitário.
Grupo de estados em alerta inclui 13 unidades federativas
Além de Sergipe, outras doze unidades federativas compõem o grupo que permanece com níveis de alerta para SRAG, mesmo diante de um cenário nacional que indica interrupção do crescimento ou queda em diversas regiões do país. A lista completa inclui: Acre, Pará, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo.
Os dados atualizados correspondem à Semana Epidemiológica 13, que abrange o período de 29 de março a 4 de abril de 2026. A persistência de casos elevados nesses estados preocupa as autoridades de saúde, que monitoram de perto a evolução dos indicadores.
Vacinação é destacada como medida fundamental de proteção
A Fiocruz reforça, em seu boletim, que a vacina contra a gripe continua sendo a principal forma de prevenção para evitar casos graves e óbitos relacionados à SRAG. A orientação é clara: grupos considerados de risco devem buscar ativamente a imunização. Entre esses grupos estão:
- Crianças em idade vulnerável
- Idosos acima de 60 anos
- Pessoas com comorbidades preexistentes
- Profissionais de saúde que atuam na linha de frente
Além disso, o boletim traz uma recomendação específica para gestantes: a partir da 28ª semana de gestação, é indicado que recebam a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), visando proteger os bebês contra infecções respiratórias graves.
Medidas de isolamento e uso de máscaras são reiteradas
Para indivíduos que apresentam sintomas gripais, como febre, tosse, dor de garganta ou dificuldade respiratória, a Fiocruz mantém a recomendação de permanecer em isolamento social ou, quando necessário sair, utilizar máscaras de proteção. Essa medida visa reduzir a transmissão do vírus e proteger especialmente as populações mais vulneráveis.
O cenário epidemiológico exige atenção contínua da população e das autoridades, com a vacinação desempenhando papel central na estratégia de controle. A Fiocruz segue monitorando os dados e atualizando as recomendações conforme a evolução da situação em todo o território nacional.



