A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na última quinta-feira (23), um homem acusado de manter a companheira em cárcere privado por mais de dez dias, no município de Nova Iguaçu, localizado na Baixada Fluminense. A prisão ocorreu após investigações conduzidas pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade.
Detalhes do crime
De acordo com as autoridades, Ayrton de Carvalho, de 34 anos, teria agredido a mulher na presença do filho do casal, uma criança de apenas dois anos. As investigações apontam que, no dia 16 de abril, a vítima chegou em casa e foi imediatamente atacada pelo companheiro, que a acusava de manter um relacionamento extraconjugal com um colega de trabalho.
A delegada Mônica Areal, responsável pelo caso, afirmou: "Essa vítima foi mantida em cárcere privado e, durante esse tempo, ela foi torturada psicologicamente e fisicamente. O autor queria que ela confessasse uma suposta traição, dizendo que obteve informações de que ela não teria um comportamento adequado de uma mulher casada."
Agressões e tortura
Durante as agressões, a mulher teve os cabelos raspados. A vítima relatou que, além das agressões físicas, o homem a atacava verbalmente, dizendo: "Quero ver quem vai te querer com a cara quebrada e careca", conforme depoimento da vítima.
Após o episódio de violência, Ayrton deixou o imóvel e foi para a casa da mãe. Nesse momento, a vítima conseguiu entrar em contato com uma amiga, que acionou a polícia. O homem foi preso em flagrante e vai responder pelos crimes de cárcere privado, tortura, lesão corporal e dano.
Antecedentes criminais
A delegada Mônica Areal destacou que o suspeito já possui passagem pela polícia por roubo. "Esse autor, inclusive, já foi preso por roubo e agora vai responder por tortura, violência psicológica, dano e lesão corporal. A vítima tem que confiar na polícia, nós vamos te ajudar", enfatizou a delegada.
A TV Globo não conseguiu contato com a defesa de Ayrton até a última atualização desta reportagem.



