Paraíba registra seis semanas seguidas de aumento em síndromes respiratórias graves em crianças
Paraíba tem 6 semanas de aumento de SRAG em crianças, diz Fiocruz

Paraíba enfrenta seis semanas consecutivas de aumento em síndromes respiratórias graves em crianças

A Paraíba está na sexta semana seguida de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de 2 anos, conforme apontou o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (16). O monitoramento, que considera registros entre os dias 5 e 11 de abril, acompanha a circulação de vírus respiratórios que podem levar a internações, incluindo influenza, Covid-19, rinovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR).

João Pessoa entra em nível de alerta entre capitais brasileiras

Além do avanço no estado, a capital João Pessoa passou a integrar a lista das capitais brasileiras com incidência em nível de alerta, além de apresentar tendência de crescimento no mesmo período analisado. Outras capitais que também aparecem no levantamento com tendência de aumento de casos nas últimas seis semanas incluem:

  • Recife
  • Maceió
  • Aracaju
  • São Luís
  • Teresina

Aumento de influenza A e VSR na região Nordeste

Além da alta geral de SRAG, a Paraíba está entre os estados do Nordeste com crescimento de casos associados à influenza A. O estado também figura entre aqueles com aumento de ocorrências ligadas ao vírus sincicial respiratório (VSR), apontado pela Fiocruz como o principal responsável pelo avanço recente de internações em crianças menores de 2 anos em várias regiões do país.

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A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destacou a importância da prevenção para esse público. "O VSR é um dos principais responsáveis por internações por SRAG em crianças pequenas, e uma das principais causas de bronquiolite. Por isso, é essencial que gestantes a partir da 28ª semana tomem a vacina contra o vírus para que seus bebês fiquem protegidos nos primeiros meses de vida", disse.

O cenário reforça a necessidade de atenção às medidas de prevenção, especialmente em um período de alta circulação de vírus respiratórios, que podem impactar significativamente a saúde infantil e sobrecarregar os sistemas de saúde locais.

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