Casos de obesidade no Alto Tietê aumentam 26,36% em um ano, segundo dados do Ministério da Saúde
O número de pessoas com obesidade na região do Alto Tietê apresentou um crescimento significativo de 26,36% entre os anos de 2024 e 2025, conforme informações divulgadas pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde. Os registros oficiais passaram de 30.107 para 38.046 casos em apenas doze meses, um dado que chama a atenção especialmente no contexto do Dia Mundial da Obesidade, celebrado nesta quarta-feira (4), data que busca conscientizar a população sobre os riscos desta doença crônica que afeta milhares de brasileiros.
Arujá lidera aumento com crescimento de quase 70% nos casos de obesidade
Entre as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, Arujá registrou o aumento mais expressivo nos casos de obesidade, com uma elevação de 69,61% no período analisado. Em contraste, Itaquaquecetuba foi o único município da região a apresentar uma redução nos números, com queda de 3,48% nos registros de pessoas com a condição. O levantamento considera os três graus de obesidade reconhecidos oficialmente pelo Ministério da Saúde entre a população adulta, com classificação baseada no Índice de Massa Corporal (IMC).
Distribuição dos graus de obesidade na região do Alto Tietê
Os dados detalhados revelam que a maior parte dos casos registrados na região se enquadra no grau I de obesidade. Confira a distribuição completa:
- Obesidade grau I (IMC entre 30 e 34,99): 21.953 pessoas, representando 57,7% do total registrado
- Obesidade grau II (IMC entre 35 e 39,99): 10.111 pessoas, correspondendo a 26,57% dos casos
- Obesidade grau III (IMC acima de 40): 5.982 pessoas, equivalente a 15,72% do total
Especialistas e organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertam que a obesidade não pode ser explicada apenas por escolhas individuais. De acordo com o relatório World Obesity Atlas 2026, divulgado pela Federação Mundial de Obesidade, a condição é considerada "uma doença crônica complexa, impulsionada por uma combinação de fatores biológicos, ambientais e sociais".
Obesidade infantil também apresenta crescimento preocupante na região
A situação preocupante se estende à população infantil do Alto Tietê, onde os casos de obesidade entre crianças aumentaram 8,78% no mesmo período, passando de 1.730 registros em 2024 para 1.882 no ano seguinte. Entre as cidades da região, Suzano registrou o maior número absoluto de crianças com obesidade no ano passado, seguida por Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes.
O levantamento compreende dados de 2025 referentes a crianças entre 2 e 5 anos de idade. Segundo orientações do Ministério da Saúde, a obesidade infantil resulta de uma série complexa de fatores genéticos e comportamentais que atuam em diversos contextos: familiar, escolar e social. Crianças com obesidade correm riscos aumentados de desenvolver doenças nas articulações e nos ossos, diabetes e problemas cardíacos ao longo da vida.
A recomendação oficial para evitar esses riscos é que a introdução alimentar seja realizada no período correto - a partir dos seis meses, após o período de aleitamento materno exclusivo - e com alimentos balanceados nutricionalmente. Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas específicas e campanhas de conscientização para enfrentar este crescente problema de saúde pública na região do Alto Tietê.



