O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido, na manhã desta sexta-feira, 24, a uma cirurgia para retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo, realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O procedimento, que já estava programado há cerca de um a dois meses, durou aproximadamente uma hora e ocorreu sem intercorrências, conforme informou a equipe médica.
Detalhes do procedimento
De acordo com o cardiologista Roberto Kalil Filho, que acompanha o presidente, Lula deve receber alta ainda hoje, com recomendação de repouso relativo nos próximos dias. A expectativa é que não haja impacto na agenda da próxima semana. A dermatologista Cristina Abdalla, que também acompanha o caso, explicou que o carcinoma basocelular é uma condição comum na prática clínica. “É uma lesão de pele que cresce lentamente, mas, como não cicatriza, vai formando crostas sucessivas e precisa ser retirada. É localizada e não costuma se espalhar”, afirmou.
O que é o carcinoma basocelular
O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele e, em geral, também o menos agressivo. Ele se desenvolve principalmente em áreas expostas ao sol ao longo dos anos — como rosto, couro cabeludo e pescoço — e está fortemente associado à radiação ultravioleta. Costuma se manifestar como feridas que não cicatrizam, pequenas lesões que sangram ou formam crostas, nódulos brilhantes ou de aspecto perolado e manchas avermelhadas persistentes. Embora seja classificado como maligno, o carcinoma basocelular costuma evoluir de forma lenta e, por isso, raramente apresenta metástase. Quando tratado precocemente, tem altas taxas de cura.
Procedimento e recuperação
No caso do presidente, a lesão foi retirada por meio de cirurgia, seguida de biópsia — incluindo análise por congelação, cujo resultado deve ser divulgado nos próximos dias. Após o procedimento, permanece uma ferida operatória, com cicatrização estimada em cerca de um mês. Nesse período, os cuidados são básicos: curativo local, proteção solar rigorosa e uso de chapéu ou outras barreiras físicas. Não há necessidade de medicação específica.
A equipe médica também destacou que o quadro atual não tem relação com o acidente sofrido pelo presidente em 2024, quando escorregou no banheiro do Palácio da Alvorada e feriu a cabeça. Na ocasião, Lula apresentou um hematoma subdural e precisou ser submetido a cirurgia para drenagem.



