Hospital Regional de Toledo retoma atendimentos após nove dias fechado
Hospital Regional de Toledo retoma atendimentos

O Hospital Regional de Toledo, localizado no Oeste do Paraná, retomou o atendimento à população nesta quinta-feira (14), após permanecer fechado por nove dias. A reabertura foi possível graças a um contrato emergencial firmado pela prefeitura com a Associação Beneficente de Saúde (Hoesp), que também administra o Hospital Bom Jesus. A unidade havia encerrado as atividades no dia 5 de maio, devido a denúncias e problemas na gestão da empresa terceirizada responsável, o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).

Retomada gradual dos serviços

Com a reabertura, os atendimentos clínicos foram retomados imediatamente. A previsão é que os leitos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), o centro cirúrgico e os ambulatórios voltem a funcionar a partir de 1º de junho. A superintendente da Hoesp, Zulnei Bordin, destacou que a expectativa é reduzir a fila de pacientes que aguardam atendimento na região. “Nosso foco principal é prestar um serviço resolutivo, de qualidade e humanizado, e reduzir o tempo de espera dos pacientes que aguardam nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs)”, afirmou.

Detalhes do contrato emergencial

O contrato emergencial assinado pela prefeitura prevê repasses de até R$ 1,6 milhão por mês para a nova gestão. O Hospital Regional de Toledo atende casos de média complexidade, principalmente cirurgias programadas. Mensalmente, a unidade realiza cerca de 1.200 consultas e 500 internamentos, atendendo 18 municípios da macrorregião. A estrutura conta com 10 leitos de UTI e 59 leitos de enfermaria.

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Motivos do fechamento

O hospital fechou no dia 5 de maio, dois anos e meio após sua inauguração. A administração anterior, do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), desistiu do contrato antes do prazo final. O fechamento ocorreu após denúncias de problemas na gestão e dificuldades para manter os atendimentos. Em nota, o instituto afirmou que enfrentava falta de insumos essenciais e dificuldades para manter as escalas de enfermagem.

Falhas apontadas pelo Ministério Público

O Ministério Público apontou que o hospital não vinha cumprindo exigências contratuais desde julho do ano passado. Foram identificados problemas financeiros, falta de materiais e escassez de profissionais, apesar dos repasses públicos estarem em dia. Em março, a prefeitura abriu um processo administrativo para investigar possíveis irregularidades na execução do contrato. Pouco depois, a empresa comunicou o fechamento temporário da unidade. O Ministério Público acompanha o caso e monitora os impactos do fechamento e da retomada dos atendimentos na rede pública de saúde do Oeste do Paraná.

Durante o fechamento, todos os pacientes foram transferidos para hospitais da região, conforme informou a Secretaria de Estado da Saúde.

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