Hospital Fêmina fecha UTI neonatal após surto de bactéria pan-resistente em Porto Alegre
Uma bactéria pan-resistente, classificada pela Organização Mundial da Saúde como resistente aos antibióticos disponíveis, foi identificada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Fêmina, localizado em Porto Alegre, na última quinta-feira, dia 16 de abril. Diante da detecção, o hospital adotou medidas de restrição máxima para conter a situação, incluindo o fechamento temporário do espaço.
Detalhes do surto e impacto nos pacientes
No total, 34 pacientes estavam hospitalizados na UTI Neonatal no momento do surto. Quatro deles testaram positivo para a bactéria pan-resistente. Infelizmente, um dos bebês infectados veio a óbito. Tratava-se de um recém-nascido extremamente prematuro, com apenas 26 semanas de gestação, fruto de um parto de alto risco.
Os outros três bebês que tiveram resultado positivo permanecem em estado estável até a publicação desta reportagem. Eles estão isolados e são acompanhados por uma equipe exclusiva de cuidados, sem contato com outros setores da instituição. Os demais pacientes que já estavam internados na UTI seguem sob monitoramento contínuo.
Medidas de contenção e realocação de gestantes
Como não há admissão de novos casos na unidade, as gestantes de alto risco estão sendo direcionadas para outros hospitais. A área afetada passou por isolamento total, com bloqueio de circulações internas, suspensão temporária de novas admissões e realização de testes em todos os bebês internados no setor.
Segundo o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), foram acionadas as secretarias municipal e estadual da Saúde, além da Vigilância Sanitária, para coordenar as ações de controle e fiscalização.
Posicionamento oficial do Grupo Hospitalar Conceição
Em nota oficial, o GHC informou que equipes da UTI neonatal e controle de infecção do Hospital Fêmina detectaram a presença da bactéria pan-resistente no último dia 16 de abril. Imediatamente, todos os órgãos reguladores e de fiscalização foram avisados, e foram adotados os procedimentos de restrição máxima.
O comunicado destacou que as equipes clínica e de enfermagem do Hospital Fêmina vêm atuando de forma diligente, garantindo que nenhum paciente internado ou gestante que tenha buscado o hospital fique sem atendimento ou exposta a situação de risco. O hospital segue monitorando com o protocolo de restrição máxima para partos de risco, sendo acompanhado pelos serviços de regulação para garantir que eventuais casos graves que buscarem o hospital sejam transferidos para outras unidades hospitalares.



