Moradores de Vargem Grande do Sul denunciam água amarelada e oleosa nas torneiras
Água amarelada e oleosa preocupa moradores em Vargem Grande do Sul

Moradores de Vargem Grande do Sul enfrentam crise com água amarelada e oleosa

Uma situação alarmante tem preocupado os moradores de Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. A água distribuída na cidade está apresentando uma coloração amarelada, com presença de areia e uma aparência oleosa, conforme mostram vídeos e fotos enviados à EPTV, afiliada da TV Globo. Apesar das garantias da prefeitura de que a água não causa doenças, muitos residentes relatam transtornos no cotidiano e até problemas de saúde, como dores de barriga.

Transtornos no dia a dia e relatos de problemas de saúde

Edna Ferreira de Souza, dona de casa que reside no bairro Bela Vista, descreve as dificuldades enfrentadas. "De manhã a gente não tem condições de lavar roupa. A gente toma banho e já sai hidratado de tanta gordura que vem no corpo", afirma ela, mostrando baldes com areia acumulada no fundo. Edna complementa que, sem um purificador em casa, a família não teria o que beber, precisando comprar água. "Toda semana temos que limpar o filtro porque não dá conta da sujeira", relata.

O marido de Edna, Cristiano de Souza Lima, vendedor, inicialmente pensou que o problema fosse do sabonete. "Eu, no começo, achei que era o sabonete. Aí eu comecei a olhar no chão, no piso do banheiro, eu vi que estava encardindo. Aí eu falei, não vou lavar com nada, vou usar detergente. Aí eu vi que o detergente durava pouco prazo. Aí começava a mão ficar toda oleosa. Eu entrei no Facebook e vi que todo mundo estava reclamando do mesmo motivo", conta. Cristiano, que teve câncer de intestino e de pulmão, expressa preocupação com a saúde. "Quem tem problema de saúde fica preocupado. Quem não tem purificador passa pelo mesmo processo".

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Preocupações se estendem por outros bairros da cidade

Na Vila Esperança, moradores enfrentam situação semelhante. Um residente descreve a água como "amarela, engordurada" e alerta que "se beber faz mal, dá dor de barriga". Eline Aparecida, dona de casa, revela que precisa buscar água em uma mina distante para seus três filhos, devido à qualidade inadequada da água fornecida pela rede pública.

Explicação oficial e garantias da estação de tratamento

Klabin Dei Romero, superintendente técnico administrativo da estação de tratamento, atribui o problema às fortes chuvas no início de abril, que alteraram a composição da água. "Causa sensação de oleosidade, mas não causa danos à saúde", afirma. Ele detalha que a estação possui um laboratório próprio e contrata um terceirizado para coletas mensais em mais de 50 pontos pela cidade, incluindo água bruta e tratada. "Então é uma responsabilidade muito grande, que a gente segue bem a risca", assegura.

A prefeitura informou que, apesar da coloração, a água não causa doenças e que, com o tempo mais firme e menos chuvas, a tendência é de que a situação volte ao normal. No entanto, a persistência dos relatos dos moradores mantém a comunidade em alerta, exigindo maior transparência e soluções efetivas para garantir a segurança no abastecimento de água.

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