Duas mortes por febre amarela confirmadas em Lagoinha (SP) e estado registra primeiro óbito em 2026
A Prefeitura de Lagoinha, no interior de São Paulo, confirmou oficialmente nesta quarta-feira, 22 de maio, que duas pessoas morreram em decorrência da febre amarela na cidade. Além desses óbitos, há um paciente internado com suspeita da doença, conforme informações divulgadas pelo município.
A confirmação dos casos foi realizada por meio do boletim epidemiológico do estado, um documento oficial que monitora a situação de saúde pública. A Secretaria de Estado da Saúde foi contatada para mais esclarecimentos, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Detalhes sobre as vítimas e localização dos casos
Segundo apurações da TV Vanguarda, uma das vítimas fatais era moradora do bairro Santa Rita e faleceu no dia 3 de abril. A outra vítima, residente no bairro Canta Galo, morreu no dia 12 do mesmo mês. Ambos os bairros estão situados na zona rural de Lagoinha, uma área com características que podem favorecer a proliferação do mosquito transmissor.
A Prefeitura de Lagoinha destacou que os dois pacientes não possuíam histórico de vacinação contra a febre amarela, um fator crucial que pode ter contribuído para a gravidade dos casos. "Hoje, equipes da prefeitura municipal estão nos bairros fazendo busca ativa daqueles não vacinados", afirmou o prefeito da cidade, Zeca, do Partido Liberal.
Medidas de emergência e intensificação da vacinação
Em resposta aos casos, a administração municipal implementou medidas urgentes para conter a propagação da doença. A partir desta quarta-feira, a sala de vacinação de Lagoinha passou a funcionar em horário estendido, das 7h às 19h, sem interrupção para almoço, de segunda a sexta-feira.
Além disso, no próximo sábado, 25 de maio, será realizado o evento "Saúde na Praça", que terá como um dos objetivos principais intensificar a campanha de vacinação na comunidade. Essas ações visam aumentar a cobertura vacinal e prevenir novos casos da doença.
Primeira morte por febre amarela no estado em 2026
No dia 16 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde havia confirmado a primeira morte por febre amarela no estado de São Paulo em 2026. O óbito foi de um homem de 38 anos, morador de Cunha, outra cidade do interior paulista.
A pasta estadual também informou sobre outros dois casos de febre amarela registrados em Cruzeiro, envolvendo uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos. Felizmente, ambos os pacientes se recuperaram da doença. Esses são os primeiros casos confirmados de febre amarela em São Paulo neste ano, sinalizando um alerta para as autoridades de saúde.
Entenda a febre amarela e a importância da vacinação
A febre amarela é uma doença viral grave, transmitida pela picada de mosquitos infectados, como o Aedes aegypti. É importante ressaltar que a doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa.
Os sintomas iniciais incluem:
- Início súbito de febre
- Calafrios
- Dor de cabeça intensa
- Dores nas costas e no corpo em geral
- Náuseas e vômitos
- Fadiga e fraqueza
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a vacina contra a febre amarela é altamente eficaz e segue recomendada na rotina de imunização. O esquema vacinal completo é:
- Crianças: uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos.
- Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem tomar uma dose de reforço.
- Pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinadas devem receber uma dose única.
- Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, devem verificar a necessidade de atualização da caderneta de vacinação.
As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação como a principal medida de prevenção contra a febre amarela, especialmente em áreas de risco ou com casos confirmados.



