Curso capacita para atendimento a vítimas de picadas de animais peçonhentos
Curso para atendimento a vítimas de picadas de animais peçonhentos

Um curso voltado para o atendimento a vítimas de picadas de animais peçonhentos está sendo oferecido na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. A iniciativa surge em meio a um aumento significativo no número de acidentes com esses animais, que já somam 507 registros em 2026, segundo dados das autoridades de saúde locais.

Números alarmantes de acidentes

Os dados revelam que, até o momento, foram registrados 132 casos envolvendo serpentes, com duas mortes confirmadas — uma em Igaratá e outra em São José dos Campos. Além disso, os escorpiões foram responsáveis por 375 ocorrências na região. Esses números acendem um alerta, especialmente porque esse tipo de acidente tende a aumentar durante os períodos mais quentes do ano.

Distribuição dos casos

No Litoral Norte, área atendida pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Caraguatatuba, foram notificadas 30 ocorrências com serpentes até o dia 24 de abril, sem nenhuma morte. Já no Vale do Paraíba, sob a responsabilidade do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Taubaté, o cenário é mais grave: 102 casos e duas mortes no mesmo período. Em relação aos escorpiões, o Litoral Norte contabiliza quatro ocorrências em 2026, enquanto o Vale do Paraíba concentra 371 casos, também sem óbitos registrados.

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Comparativo com anos anteriores

Os números de 2026 seguem uma tendência de alta observada nos anos anteriores. Em 2025, o Vale do Paraíba registrou 313 acidentes com serpentes, com uma morte, e o Litoral Norte teve 131 casos, com um óbito. Em 2024, foram 248 ocorrências no Vale e 98 no Litoral Norte, com uma morte em cada região. Quanto aos escorpiões, em 2025 foram 1.442 casos no Vale do Paraíba e 10 no Litoral Norte, sem mortes. Em 2024, os números foram de 1.266 registros no Vale, com uma morte em Jacareí, e cinco ocorrências no Litoral Norte.

Orientações e prevenção

As autoridades de saúde reforçam que, em caso de picada, a vítima deve procurar atendimento médico imediato. Medidas simples, como evitar o acúmulo de lixo e entulho, manter quintais e terrenos limpos, e vedar frestas em portas e janelas, são eficazes para reduzir o risco de acidentes com esses animais. O curso visa capacitar profissionais para prestar os primeiros socorros de forma adequada, contribuindo para a redução de complicações e óbitos.

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