Criança de 1 ano e meio morre após atendimento na UPA do Cocotá, no Rio
Criança morre após atendimento em UPA na Ilha do Governador, RJ

Criança de um ano e meio morre após atendimento na UPA do Cocotá, na Ilha do Governador

A Polícia Civil e a Fundação Saúde estão investigando a morte de uma criança de um ano e meio que ocorreu na UPA do Cocotá, localizada na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O corpo da pequena Ayla dos Santos será sepultado na tarde deste sábado (18) no cemitério do Cacuia, também situado na Ilha.

Sequência dos fatos que levaram ao óbito

O trágico episódio aconteceu na quinta-feira (16), quando a criança foi levada para a unidade de pronto atendimento após apresentar dificuldades para se alimentar. Segundo informações apuradas, Ayla recebeu uma classificação verde no sistema de triagem, o que indicava ausência de urgência imediata. Ela permaneceu na UPA durante toda a tarde.

Conforme relatos da família, os médicos diagnosticaram uma infecção urinária na menina. Ayla foi medicada e, posteriormente, os profissionais de saúde informaram que ela precisaria ser transferida para a área vermelha da unidade, destinada a casos de maior gravidade. Por volta das 22 horas do mesmo dia, a criança foi declarada morta.

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Depoimento emocionado do pai e versão da Fundação Saúde

O pai, Andrey de Oliveira, deu um depoimento emocionado ao Rj1, questionando o atendimento recebido. "A minha filha estava bem, os dentinhos dela estavam crescendo. Tiraram o sangue da minha filha, não estava com nada, estava sem febre, tudo bem com ela", afirmou. Ele acrescentou: "Deram uma injeção nela tão forte. Falaram que ela estava passando mal, colocaram ela no soro, levaram ela pra sala vermelha e minha filha veio a óbito". Andrey desabafou: "Meu corpo já era, minha alma já era, só está aqui a carne e o osso. Estou acabado".

Em nota, a Fundação Saúde afirmou que a menina passou por exames laboratoriais e de imagem e que foi tratada de acordo com o quadro clínico apresentado. A instituição ressaltou que apenas uma investigação detalhada poderá apontar com precisão o que de fato ocorreu. O caso está sob investigação da 37ª DP (Ilha do Governador).

Contexto e implicações do caso

Este incidente levanta questões importantes sobre a qualidade do atendimento em unidades de saúde pública e os protocolos de triagem utilizados. A morte de uma criança tão jovem, após ser inicialmente classificada sem urgência, gera preocupação e demanda por respostas claras das autoridades.

A comunidade local e familiares aguardam ansiosamente os resultados das investigações, que buscarão elucidar se houve falhas no procedimento médico ou se o desfecho foi decorrente de complicações imprevistas. O sepultamento de Ayla marca um momento de luto e reflexão sobre a segurança e eficácia dos serviços de emergência na região.

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