Belo Horizonte registrou 106 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde atualizados até 23 de abril. Os idosos representam 75% das vítimas, totalizando 79 óbitos de pessoas com mais de 60 anos. A SRAG é uma complicação grave decorrente de infecções virais, como Covid-19 e gripe, que frequentemente exige hospitalização.
Internações e sazonalidade
Neste ano, mais de 4,5 mil pessoas precisaram de internação devido a doenças respiratórias, que se tornam mais frequentes entre o outono e o inverno. Com a queda da umidade, o ar fica mais seco, aumentando a poeira e o acúmulo de poluentes. O período também intensifica as oscilações de temperatura, que afetam o organismo e reduzem a imunidade.
Alerta do secretário de Saúde
O secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, reforçou a necessidade de atenção. “Se a gente olhar quem morreu nos nossos CTIs de Minas Gerais, a maior parte, sem dúvida nenhuma, são pessoas não vacinadas. A vacina protege contra casos graves, especialmente pessoas com doenças, idosos. Não tenham medo da vacina, tenham medo da doença”, alertou.
Cobertura vacinal insuficiente
Em Belo Horizonte, a aplicação de doses contra a gripe ainda está longe da meta de vacinar 90% dos grupos prioritários. Entre os públicos-alvo, os idosos foram os mais imunizados, com 35,4% de cobertura. Em seguida, estão as gestantes (22,4%) e as crianças de 6 meses a menores de 6 anos (14,5%).
Disponibilidade da vacina
A vacina está disponível nos 153 centros de saúde de Belo Horizonte, é segura e protege contra os principais vírus em circulação, incluindo as cepas Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. A imunização é a forma mais eficaz de evitar o agravamento das doenças respiratórias.



