Automedicação: riscos e consequências para a saúde dos brasileiros
Automedicação: riscos e consequências para a saúde

O Brasil é campeão no hábito de tomar remédios por conta própria. Muitas pessoas pensam: “deu certo para a minha vizinha, não custa tentar também?”. Mas custa sim, e caro! Essa ânsia de aliviar sintomas rapidamente pode trazer consequências graves para a saúde. Entre as mais comuns estão os efeitos colaterais adversos, as interações indesejadas com outros medicamentos que a pessoa já utiliza e o agravamento de algumas doenças. Na prática, o uso de medicamentos sem orientação adequada representa uma ameaça real à nossa saúde.

Esse não é um problema pequeno. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de maneira incorreta. Para chamar atenção para essa séria questão de saúde pública, no dia 5 de maio foi celebrado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos.

Entrevista com especialista

Nesta edição, conversamos com a farmacêutica Talita Barbosa, conselheira do Conselho Federal de Farmácia (CFF), sobre os cuidados necessários no dia a dia para que os remédios sejam usados da forma correta. Ela destaca que a automedicação pode mascarar sintomas de doenças graves, levar a dependência química e até causar intoxicações.

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Principais riscos da automedicação

  • Efeitos colaterais adversos: reações indesejadas que podem variar de leves a graves, como alergias, problemas hepáticos e renais.
  • Interações medicamentosas: quando um remédio interfere na ação de outro, podendo reduzir a eficácia ou aumentar a toxicidade.
  • Mascaramento de doenças: ao aliviar sintomas sem tratar a causa, a pessoa pode retardar o diagnóstico de condições sérias.
  • Resistência a antibióticos: uso inadequado de antibióticos contribui para o aumento de bactérias resistentes, um problema global de saúde.

Orientações para o uso racional

  1. Consulte sempre um profissional de saúde: médico ou farmacêutico podem indicar o tratamento adequado.
  2. Não compartilhe medicamentos: cada pessoa tem necessidades específicas; o que funciona para um pode ser perigoso para outro.
  3. Respeite a posologia: dose, horário e duração do tratamento devem ser seguidos à risca.
  4. Descarte medicamentos vencidos corretamente: leve à farmácia ou posto de coleta, nunca jogue no lixo comum ou no vaso sanitário.

A farmacêutica Talita Barbosa reforça que a educação em saúde é fundamental para mudar essa cultura. “Precisamos conscientizar a população de que medicamento não é algo banal. O uso racional salva vidas e evita complicações”, afirma.

O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos é uma oportunidade para refletirmos sobre nossos hábitos e buscarmos informação de qualidade. Afinal, a saúde não pode ser tratada com leviandade.

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