Campinas: 3 toneladas de carne estragada são apreendidas em açougue
3 toneladas de carne estragada apreendidas em Campinas

Em uma operação conjunta realizada nesta quarta-feira (29), a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária apreenderam três toneladas de carne em condições impróprias para consumo humano em um depósito localizado no bairro DIC 5, em Campinas (SP). O imóvel, situado na Avenida Emily Cristina Giovanni, era utilizado para armazenar produtos vencidos que seriam posteriormente preparados e comercializados em uma rede de açougues da cidade.

Denúncia de ex-funcionário

A ação foi desencadeada após uma denúncia anônima feita por um ex-funcionário do estabelecimento. Segundo as autoridades, o local já havia sido interditado há dois anos exatamente pelo mesmo motivo: venda de carne estragada. Ao chegarem ao depósito, os policiais flagraram um funcionário manipulando as carnes deterioradas, que estavam visivelmente impróprias para o consumo.

Investigação em andamento

De acordo com o delegado Elton Costa, a denúncia detalhava que o espaço era usado especificamente para adulterar produtos vencidos. “Nós tivemos a informação de que esse local era utilizado por essa rede de açougues para armazenar carnes vencidas e depois elas seriam preparadas e levadas para esses açougues, onde eram vendidas para a população”, afirmou. O funcionário encontrado no local foi conduzido à delegacia, ouvido e liberado. A Polícia Civil informou que ele não é o responsável pela “cadeia criminosa” e que as investigações prosseguem para identificar os proprietários da rede de açougues.

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Defesa alega descarte

Procurado, o advogado do responsável pelo açougue afirmou que toda a carne encontrada no depósito seria destinada ao descarte. A Vigilância Sanitária, por sua vez, informou que o material foi retirado do armazém por caminhões especializados para o descarte adequado, evitando qualquer risco à saúde pública.

A apreensão reforça a importância da fiscalização e da denúncia da população para coibir práticas criminosas que colocam em risco a saúde dos consumidores. As investigações continuam para responsabilizar os envolvidos.

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