Infectologista explica contágio e sintomas do hantavírus no RS
Hantavírus: infectologista explica contágio e sintomas

A preocupação com o hantavírus aumentou no Rio Grande do Sul após a confirmação de uma morte e duas contaminações na segunda-feira (11), nos municípios de Antônio Prado, na Serra, e Paulo Bento, na Região Norte. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que esses casos não têm relação com o surto da doença identificado em um navio que partiu da Argentina com destino à Holanda. Contudo, um ponto em comum é que, em ambas as situações, as contaminações ocorreram após contato com áreas rurais.

Como ocorre o contágio

O infectologista da Santa Casa de Porto Alegre, Alessandro Pasqualotto, explica que o vírus geralmente circula em ambientes rurais, sendo incomum o contágio em áreas urbanas. “O rato comum que vive nas cidades não é o transmissor da hantavirose. O vírus é basicamente de ambiente rural”, completa. A doença se espalha pelo contato ou inalação de poeira contaminada com fezes, urina ou saliva de ratos silvestres infectados. “A maioria das pessoas que contraem hantavirose são agricultores, pessoas que têm celeiros, fazem limpeza nesses locais ou armazenam grãos.”

Baixa incidência no RS

Segundo Alessandro, o Rio Grande do Sul registra poucas infecções por ano. “De cinco a dez pessoas contraem a doença anualmente, e isso vem ocorrendo há mais de uma década”, relata.

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Sintomas e cuidados

Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, falta de ar, dor de cabeça, dores musculares e problemas gastrointestinais. A infecção pode evoluir, causando complicações pulmonares, hemorragia cardíaca e levar à morte. A orientação da Secretaria de Saúde é procurar atendimento médico imediato ao apresentar os sintomas. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais. O infectologista afirma que não há tratamento específico, mas é crucial identificar a doença rapidamente.

Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda manter limpos e arejados os ambientes com possível circulação de ratos. Para evitar poeira, deve-se umedecer o chão com uma solução de um litro de água sanitária para cada nove litros de água. Também é essencial vedar frestas em paredes, portas, telhados e recipientes; recolher lixo e entulhos regularmente; e manter a grama cortada. Essas medidas simples ajudam a evitar a aproximação de roedores contaminados.

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